E por aqui....

Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.

Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Secar roupa....

A gente está em um impasse: com esse tempo paulistano, quando a roupa seca, ela seca em uma hora. Mas quando dá para o tempo ficar ruim, ele fica ruim uma semana, cara.
É terrível para quem tem um monte de criança e, pra melhorar, deixou toda a roupa em caixas no Japão, para serem despachadas por navio.

Daí, bom, falamos com algumas pessoas e todo mundo diz: secadora.
Mas secadora é um cocô, né? Encolhe roupa, gasta energia demais, não sei. Não gosto. hehehe.

Por enquanto, no verão, estamos bem. Mesmo em tempo ruim, eu penduro roupas pela casa, em um varal interno e pela garagem.
Só precisamos ver se continua assim no inverno....


domingo, 30 de janeiro de 2011

"o" colchão

Quando a gente chegou aqui na Nova Zelândia, a gente teve que comprar tudo, porque a gente não tinha nada.

Daí, a primeira coisa que a gente foi ver: colchão.

Colchão é assim: você usa todo santo dia, um tempão.
Daí, comecei a buscar colchões bons para a gente escolher e pesquisar. Descobrimos que, aqui, existem colchões de algodão orgânico, latex e fibra de coco. Nada de cola, química pesada, metal, huhuhu.

E é per-fei-to!
A gente dorme que nem pedra!

Valeu muito a pena.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Granola - nova fornada

Eu fiz uma nova fornada de granola e, gente, ficou uma de-lí-cia!

Coloquei em fogo bem mais baixo (o forno aqui é elétrico) e assei por mais ou menos uma hora. Douradinha, linda e uma delícia! Até as crianças comeram um pouquinho e, toda hora que me vêem beliscando (eu tenho problemas, gente), correm pra pedir um pouquinho.

Vale a pena, viu? Super fácil de fazer e dura um tempão, se guardar direito.


compreiiii

Muda de manjericão e de orégano.
O manjericão foi por recomendação de vocês. O orégano por algum motivo obscuro: ele estava lá, lindo e cheiroso.

huhu.

Vamos ver.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comida pra escola

A Mel vai pra escola e, aqui, eles almoçam na escola.
Só que eu tenho que mandar o almoço. E um lanchinho pra manhã.

Agora me digam: o que se manda pra almoçar em escola ocidental? huahauha
Eu sei o que fazer quando preciso mandar um obentô, mas não sei fazer sanduíche. Sério.

Alguma ideia de um lanche saudável, gostoso e que não estrague no verão?

Hu hu hu. Não quero nem ver quando forem 3!


so-no

gente do céu.

ficar até tarde vendo modern family e depois acordar cedo não tá com nada.
estou morta de sono. morta morta morta.

zé também. está quase dormindo na mesa de jantar.
joão, ao contrário, deve ter entrado em fase de crescimento e está comendo. bananas secas.

mel voltou da casa da amiga e está, agora, grudada no pai. ecou.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dormir e acordar.... cedo.

Eu sei que é o básico do básico.
Dormir cedo e acordar cedo faz bem pra saúde, pra rotina, pro planeta, pra conta de luz....

Mas eu não consigo!
Quer dizer, eu consigo e faço. Mas na primeira oportunidade que eu tenho para dormir às 4 da manhã e acordar depois do meio dia, eu faço.
Não tem jeito: eu a-d-o-r-o acordar, olhar o relógio e voltar a dormir. É um prazer doente, mas é uma coisa incontrolável.

Em férias, então, não gosto nem de falar.
E voltar ao horário normal é uma tortura tão grande.... huhuhuhu

As aulas começam em breve. E a gente precisa arrumar o horário da macacada aqui, viu?
O da macaca-mãe primeiro, por favor.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O seu celular fica ligado 24/7?

O meu fica.

Eu quase nunca uso, de verdade, mas o celular fica ligado.
Não porque eu talvez receba uma ligação importante, mas porque eu esqueço o troço dentro da bolsa e nunca lembro de desligar.

Tudo bem que eu carrego uma vez a cada duas semanas (para vocês verem o quanto eu uso), mas é uma energia gasta à toa, né? Se eu não vou usar, porque ele tem que ficar ligado?

E olha que eu nunca tinha percebido o quão idiota é manter o negócio ligado até ler no blog da Tathi. hu hu hu....

Nota: Desligar o celular, desligar o celular, desligar o celular......

(tirando que faz mal, né? principalmente perto de crianças! quem dorme no mesmo quarto que os filhos deveria sempre desligar o celular. sempre!!!)


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Café da manhã parte dois.

Depois das sugestões de vocês, lembrei de uma coisa que eu a-d-o-r-o, mas que não encontrava desde que saí do Brasil.
Na verdade, eu comprava uma deliciosa da Viva com Orgânicos e nunca consegui encontrar nem fazer nada parecido e acabava frustrada.

Mas, né, nada é perfeito e eu resolvi fazer a receita da Pérola. Ficou duranga porque eu botei melado demais e meio queimada porque eu deixei no forno tempo demais, hauhauahuaha, mas ficou boa, viu? Não vejo a hora dessa fornada queimada acabar pra eu fazer de novo. ahuhaua.

Fica boa sozinha, com frozen yogurt (que eu não gosto de iogurte ao natural, hehehehe), com fruta.
Estou satisfeita. Obrigada.

Mas as crianças não comem, hu hu hu hu.....


sábado, 22 de janeiro de 2011

Antissépticos aqui de casa.

Quem não se lembra daquelas propagandas de antigamente, onde a criança se machucava, a mãe vinha com um potinho de antisséptico e passava?
E quem não se machucou e teve que aguentar a dor horrível daquele troço entrando e queimando o machucado por dentro? huahau. Eu tive.

Faz um tempo que, quando alguém se machuca, a gente usa ou a tintura mãe de calêndula ou o óleo de tea tree. No começo, deixava uma soluçãozinha pronta com água fervida e calêndua/óleo. Não arde (dói um pouco, porque a gente mexe no machucado, mas nada absurdo), é natural de verdade e super eficiente.

Claro que não vale passar em todo e qualquer machucadinho, OK? A maioria se cura só com uma lavadinha rápida. Quando o machucado é maior, ou está com uma cara estranha, aí vale usar um antisséptico.

Agora, simplifiquei minha vida e faço assim: quando machuca, molho o paninho/algodão/gaze em água e pingo uma gotinha ou da tintura mãe de calêndula ou do óleo de tea tree e e passo. Se precisar cobrir, cubro com gaze, mas é raro, viu?

Mas por que não usar aqueles remedinhos mágicos de farmácia, que vem prontos, em spray?
EU não uso, porque eles contém muitos remédios, muitas substâncias que não são, nem de longe, seguras. Arrepia só de pensar em passar aquele monte de troço direto em uma ferida exposta, que já vai direto pra corrente sanguínea, fazer todo o mal que pode. Urgh.

Post escrito para o Materna Japão.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Com o que você limpa sua casa?

Antes de vir para cá, eu só limpava a casa com vinagre branco e bicarbonato de sódio. Deixava até a solução pronta em spray e usava em toda a casa.

Bicarbonato é mágico: diluindo em água, ele é bom para limpar pisos, paredes, vidros, banheiros. Se fizer uma pasta com um pouquinho de água e bicarbonato, ele vira um excelente removedor de mofo e uma pasta ótima para brilho em panelas. Também é só ferver com a panela queimada para tirar todo aquele queimado. Usado em pó, jogado sobre carpetes, tapetes, bichos de pelúcia, e depois aspirado, ele funciona como uma lavagem a seco. Ah! É um ótimo tirador de manchas de roupas, também!

Vinagre também é muito bom: diluído em água, no lugar do condicionador ou para limpar pisos, pias, emborrachados. Ajuda a tirar o queimado das panelas. É desinfetante e, acreditem, não deixa cheiro.

Hoje estava passeando pela blogosfera e encontrei esse post da Samanta Shiraishi, que é completíssimo sobre limpeza e sobre os produtos de limpeza (naturais e convencionais). Nele, descobri que ainda posso usar as borras de café e maisena! Uau!


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu e minhas obsessões

Vi esse post no Ecorazzi, da Miranda Kerr amamentando o bebê lindo e recém nascido e meu peito encheu. hauhauahuaha

OK, já não amamento ninguém há uns 6 meses, mas ainda sinto, de vez em quando ainda sinto o formigamento característico do peito enchendo.

Tão bom amamentar... tão gostoso ver o bebê procurando o peito.....
Uh, sai de mim, vontadezinha! Sai sai sai!


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pergunta básica: aves

A gente "adotou" uma família de patos e agora não pode mais parar de dar comida pra eles. Eles vêm, religiosamente, 2 vezes por dia pedir comida. E a gente dá.
Os patos comem, os passarinhos também.

O único porém é que eles fazem cocô em tudo quanto é canto do quintal e não dá pra pegar em jornal e jogar fora, como o cocô de cachorro ou gato. Estou lavando com água toda vez que eles passam, senão junta uma moscaiada dos infernos por aqui.

Alguém sabe como dar jeito no cocô molenga dos patos e passarinhos sem gastar tanta água?


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vai um hortelã aí?

Marido achou umas mudinhas de menta pelo quintal enquanto estava cortando grama.

Tão lindinhas!
E um cheiro tão bom, né? Adorei.

Agora ele está na cozinha, fazendo um suco de abacaxi com hortelã.
Hummmmm.....

As pobrezinhas viveram renegadas durante o primeiro mês em que estivemos aqui e não sabíamos delas (hehehhehehh) e agora são tratadas como rainhas.
Se elas sobreviveram tanto tempo sem ajuda, não são tão frágeis assim.
Estou até repensando a ideia de cultivas mais algumas ervinhas.....

Alguém tem uma dica para quem não entende NA-DA de plantas?
Queria alguma erva que ficasse bem do lado de fora. hehehehehhe. E que seja mais resistente. ehehehheheh.

OK. Vou buscar no Google.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Pilhas...

Aqui em casa, a gente usa bastante pilha.
Tem alguns brinquedos das crianças que levam pilha, os controles do videogame, a máquina fotográfica das crianças, lanternas.....

Já faz um bom tempo (uns 5 anos) que começamos a comprar pilhas recarregáveis.
A gente sempre compra 2 aqui, 4 lá... Hoje temos umas 30 pilhas AA e umas 4 AAA, que são as que a gente mais usa. Também compramos adaptadores para pilhas grandes (a gente coloca as AA dentro dos adaptadores e eles funcionam como uma daquelas pilhas grandonas).
Tivemos que trocar os carregadores umas 2 vezes nesse meio tempo, porque eles acabaram parando de funcionar.

Mas já faz um tempinho que não compramos mais pilhas. Não lembro quando foi que paramos, mas não precisamos mais. Acaba a pilha, a gente troca pela reserva e bota pra carregar quando junta 4 pilhas vazias. Se não tem reserva, como aconteceu no começo, espera recarregar, que não custa nada.

Na conta de luz, eu não notei diferença.
Vale a pena financeiramente e ecologicamente, porque quase ninguém joga pilha no lugar certo. Né?


3 coisas que toda mãe deve ter.... (versão Thais)

- Na bolsa: ecobag, garrafa de água (de preferência de inox ou plástico bpa-free) e uma toalhinha.

- No carro (se tem carro, claro): uma mala com uma troca de roupa para cada membro da família, chapéu e um saco/caixa para colocar os sapatos das crianças quando entram no carro (evita encher o carro de areia, barro e etc).

- Em casa: bicarbonato de sódio, vinagre de maçã e computador, que sem esse, eu não vivo.

- No guarda-roupas: roupas iguais, de cores diferentes (porque é mais fácil comprar e depois escolher o que usar assim), uma blusinha (afe, como chama a parte de cima do twin-set?) para cobrir toda mancha da camiseta sem precisar trocar e uma calça jeans para não precisar depilar as pernas.

- No banheiro: óleo de coco (é ótimo pros cabelos e pra pele, sério, além de seguro!), esponja vegetal e bicarbonato de sódio.

- Na cabeça: "eu tenho a força", "1, 2, 3, 4, 5, ...." e "o que pode ser feito amanhã pode ficar para amanhã".

Alguém tem mais alguma coisa?


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Só uma coisinha de uma pessoa esquecida (e mal agradecida)

Obrigada por ainda lerem.
Eu tenho mó preguiça de blogs que somem, voltam, somem.....

Fiquei muito feliz que vocês ainda vêm aqui, lêem e comentam.

Obrigada, mesmo.
Eu precisei tirar uma (longa) folga de mim, da minha chatisse, das minhas "tarefas" para ficar com as crianças, para ficar comigo, para fazer nada, mesmo.

Beijos e beijos!


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Continuando a série dos meus pecados ecológicos... Café da manhã

O que vocês comem no café da manhã?

Gente, eu não consigo acordar feliz, fazer aquele café da manhã delicioso e saudável e comer bem.
De verdade.
Eu acordo emburrada, com tontura de pressão baixa e preciso comer qualquer coisa logo. As crianças também não acordam muito depois de mim, então todo mundo come a mesma coisa: em geral, pão com manteiga ou nutella (hehehehehe) e um suco (pronto).

Quando eu faço bolo (que também não é saudável, mas é home made, ehhehe), eles comem bolo. Mas como eu não faço muito.... De veeeeeez em quando eles comem um cereal com fruta, mas é raro.

Preciso urgente de ideias fáceis, rápidas e milagrosas. huahauahuhua

(OK, tudo isso acaba em fevereiro, porque vou ter que mandar almoço e lanche para a Mel levar à escola...)


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quando a gente faz tu-do errado.....

Hoje levamos as crianças a um parque de diversões. Do outro lado da cidade, de carro.

Comemos comida de parque de diversões.
Não levamos nossa água = 2 garrafas de água compradas.
Tomamos sorvete e cocacola.

Enfim, um dia super ecologicamente incorreto.

De certo, hummm..... demos comida aos patos dos vizinhos, aos passarinhos do parque e recolhemos lixo.

Foi um dia divertido, apesar de me deixar com peso na consciência.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lixooo!

No Brasil, lembro de que, no condomínio onde eu morava, a gente separava o lixo reciclável do lixo orgânico. A gente lavava, mas a maioria das pessoas jogava o lixo reciclável imundo e isso é mau, muito mau.
Se for para jogar sujo, jogue no lixo comum, ok? Senão a gente acaba estragando um monte de coisas que seriam recicláveis.

No Japão, a gente separava lixo orgânico, plástico, papel reciclável, latas, vidros, roupas, enfim. Era cada dia um lixo diferente. Tinha que ter, pelo menos, 4 lixeiras em casa. Mas era tudo bonitinho, limpo, organizado, planejado. Cada coisa tinha seu destino. Se tinha coisa errada no saco x (cada lixo tinha um saco de uma cor), eles não recolhiam.

Aqui em Auckland, a gente separa o lixo orgânico do reciclável e papelão. Só.
Tudo limpo, prático.
Em alguns lugares, o lixo reciclável é mais separado, mas a grande diferença entre Auckland e Suzuka é que aqui, a lixeira é dada pela prefeitura. Cada casa tem a sua. Você se muda, a casa vem com as lixeiras. Como as lixeiras são opacas, o lixeiro leva o que quer que seja que esteja dentro, certo ou errado.
Roupas, as estragadas, joga no lixo orgânico, mas as usáveis, a gente leva até umas caixas de roupa, que ficam espalhadas em muitos locais da cidade, para doação.

EU acho que não tem muita diferença entre Suzuka e Auckland, já que limpar o material reciclável a gente já faz. Só teria que jogar na lixeira certa e levar para fora no dia certo (se bem que não sou eu quem leva o lixo, ha ha ha ha).

Agora, em todo o canto, tem gente que AINDA não colocou na cabeça que separar o lixo é importante. Do mesmo jeito, tem locais em que a coleta de lixo ainda é única. Na sua cidade, como é?


Ser "natureba"

Sexta feira, fomos à futura escola das crianças conversar com uma professora e uma mãe para ver como a gente pode ajudar as crianças a se preparar para a escola.
A escola é de pedagogia Waldorf. Fica em um terreno lindo, enorme, cheio de verde.
As salas de aula são outro sonho. Quem já entrou em uma sala de aula Waldorf sabe do que eu estou falando.

Voltando ao assunto (estou craque em fugir do assunto), uma das moças que foi conversar com a gente, K , esposa de um professor Waldorf, muito legal. Ela ia no meio do mato caçar morango, mexia na composta, dava pra árvore a água, sumiu e encontrou uma abobrinha amarela e umas ervilhas e comeu lá, na hora.

E eu lá, tentando fugir dos formigueiros, não encostar nas minhocas, hauhauaha, a fresca.
Mas pensando em como é bom ser como ela. Em como eu queria ser assim!

Um dia, um dia....


sábado, 8 de janeiro de 2011

Um dia atrasado, mas ainda sim....

Cheguei aqui na Nova Zelândia e o marido me mostrou uma marca de produtos, a EcoStore.
Não fiquei impressionada, porque, né.... Tinha visto tantas marcas "eco" que nem dei bola. Mas como a gente precisava de um xampú, um sabonete, sabão em pó, etc etc, fui ver os ingredientes.

Assustei porque não tinha nada do que era... hum, nocivo.
Daí peguei outro xampú, da mesma marca. E o condicionador. O detergente. O hidratante, o sabão em pó, o desinfetante, e tudo o mais. Adivinha? Na-da!
Adorei! Comprei. E testei. Os cabelos ficam ótimos, diferente do que acontece com algumas marcas que se dizem eco. O sabonete é ótimo, apesar de eu usar só de vez em quando. E tudo o mais da marca é ótimo!

Claro que aqui também tem marcas "eco" falsas, e essas não entram aqui em casa, mas tem várias marcas realmente boas.

No Brasil, eu só usava nas crianças as coisas da Millebolleblu. E a pasta de dentes e alguns óleos e remédios da Weleda. De resto, eu comprava e usava o que não se dizia ecológico: melhor uma marca que não mente, né?

No Japão, como não tinha nada bom (e nada é na-da mesmo), eu ficava sem. Banho sem sabonete: uma boa esponja VEGETAL e um óleo (pode ser óleo de girassol, de gergelim, de lavanda, de qualquer coisa que não seja muito grudenta, tipo azeite de oliva) fazem o serviço. Pouco óleo, só para a esponja deslizar. Vinagre e bicarbonato no lugar do xampú e do condicionador, eu não consegui usar. Não rolou na minha cabeça, mas as crianças usavam. Óleo de coco pra hidratar o corpo e os cabelos.

EU acho que, se for pra ter uma coisa duvidosa, melhor não ter.
(mas eu usava, em mim, o xampú comum)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O boom verde

Se tem uma coisa que me irrita (além de moscas e pernilongos) é ver um produto que se diz ecológico, natural, orgânico, etc quando, na verdade, ele é tão "normal" quanto os outros.
Eu já me enganei e MUITO pensando que ajudava o planeta com as sacolas biodegradáveis, os xampús e condicionadores "naturais", os produtos alimentícios "orgânicos".

É um assunto complicado, porque é difícil mudar velhos conceitos. É difícil a gente trocar o cheirinho da pasta de dentes pelo sabor um tanto estranho do bicarbonato de sódio, ou só por água. É complicado parar para ler os ingredientes no mercado/farmácia/loja. É chato pra caramba ficar "googleando" por uma marca x ou y, ver o quanto elas são ou não confiáveis. É "arriscado" ir à praia de camiseta e chapéu nos horários recomendados e abrir mão do protetor solar.

Mesmo assim, é importante que a gente tenha em mente o que a gente quer, o que a gente aceita, o que a gente pensa e no que a gente confia. A gente precisa pesquisar e decidir por si. Nunca, nada do que a gente lê por aí é 100% certo. Cabe a nós decidir o quanto daquilo é aproveitável e quanto não é.

O que, para você, torna um produto ecológico, saudável e/ou natural? E, a pergunta que deve ser perguntada: quanto você está disposto a pagar por isso?

Fugi completamente do assunto. haha. Comecei pensando em falar de produtos de higiene e olha no que deu....
Amanhã, então, falo sobre dos produtos de higiene pessoal que eu gosto e confio.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Batata Doce de Forno com Limão

Vocês pediram, eu posto a receita.

- entre 1 e 1 quilo e meio de batatas doces
- alguns dentes de alho
- manteiga em temperatura ambiente.
- sal e pimenta
- 2 limões
- uma colher de açúcar (eu sempre uso um açúcar menos refinado, tipo mascavo)

Cortar as batatas em cubos e cozinhar em água, com os alhos (ainda com as cascas).
Preaquecer o forno a uns 220˚C.
Raspar as cascas dos limões (só a parte colorida. A parte branca, no no) e colocar em uma asadeira. Colocar também o suco dos limões, sem sementes. Juntar o açúcar, a manteiga, o sal e a pimenta e misturar.
Quando a batata ficar macia, mas não molenga, escorrer bem. Juntar na assadeira, misturar bem e levar ao forno.
Deixar por uns 10 ou 15 minutos. Retirar, mexer bem e voltar ao forno.
Em mais uns 10 ou 15 minutos, deve estar douradinho e crocante.

Só servir!
(só não tenho fotos. Se vier, na cesta dessa semana, eu faço de novo e posto.)


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crianças e o Consumo

Quem nunca saiu por aí com os filhos (ou com sobrinhos, amigos dos filhos, filhos dos amigos...) e recebeu pedidos, súplicas e choros por causa de um brinquedo, um doce, uma revistinha......?
E quem nunca presenciou uma criança choramingando ou dando um showzinho porque queria alguma coisa?

É muito comum, hoje em dia, ver crianças querendo tudo e pais comprando. "Só um brinquedinho/docinho".
Hoje em dia, difícil é não comprar.

Com crianças pequenas, a situação é complicada, porque eles não entendem. Eles não entendem porque pode-se comprar alface e não um pacote de M&M's. Ou a gente não faz compras com eles, ou aceita que vai ter choro.
Com o tempo, muita paciência e muita conversa, a gente vai fazendo os pequenos entenderem que a gente só compra o "necessário". Fazer uma lista e comprar só o que está nela, mostrando para eles, é uma boa alternativa. Leva tempo, mas eles passam a entender.

Já com os maiores, há uma série de coisas que se possa fazer, desde combinar que x vezes por mês, a gente vai comprar um doce, mas que brinquedo é só em datas especiais, por exemplo.

Aqui em casa, a gente optou pela mesada quando os maiores começaram a pedir tudo o que os amiguinhos tinham. Damos uma quantia para cada um por cada ano vivido. Por exemplo, se seu filho tem 6 anos, 50 ienes x 6 anos = 300 ienes por semana ou por quinzena. Você pode aumentar ou diminuir o valor, de acordo com os gastos da família. Se você tem mais de um filho, você pode dar de acordo com a idade de cada um ou a mesma quantia para todos.

Agora vem a parte difícil: a gente precisa ensinar que eles só podem gastar até aquele valor. Aqui em casa, nós decidimos que comida, a gente paga. Se a gente vai comer fora, nós pagamos a comida. Se eles querem sorvete, o gasto é deles.
Roupa, quando eles PRECISAM, a gente paga. Se eles querem uma roupa nova porque viram na TV, ou porque o colega Y tem, eles pagam. Se não tem dinheiro, juntam e compram.
Brinquedo, a gente não compra. Eles juntam dinheiro e compram.
Livro, uma vez a cada 2 meses a gente paga. Mais que isso, eles compram.
A gente leva em parques de diversão, em cinema e tal, mas sempre em aniversários ou em dias combinados. Fora disso, eles precisam juntar dinheiro e pagar.

Também ensinei eles a guardar dinheiro fazendo uma caixinha para cada, onde eles guardavam uma parte da mesada. Eles recebiam e já colocavam uma moedinha na caixinha. Aos poucos, eles juntaram e bastante. O que era legal era ir com eles ao banco, deixar que eles entregassem o dinheiro ao caixa e recebessem a caderneta com o novo valor.

Claro que o dinheiro não dá para grande coisa, mas eles aprenderam direitinho e hoje, olham o preço de tudo antes de comprar.
Zé, que é o menor, ainda não entende e sempre gasta a mesada logo no primeiro dia. Aos poucos, eu acredito, ele vai acabar entendendo.

Uma coisa que é importante é saber onde e quando ceder e não ceder.
Se você está sem paciência, se a criança está cansada e com sono, nem entre na briga: ou você não vai em locais que tenham vendas ou você compra antes da briga.
Nunca nunca nunca compre porque a criança chorou, ou porque deu escândalo, ou porque pediu com cara de coitado, nada disso. Também nada de comprar porque você se sente culpado(a) por estar ausente, por ter gritado, brigado. Se desculpe, fique um tempo com eles, mas não dê coisas em troca.

Eu também não deixo sem mesada por castigo e não dou em troca de serviços prestados (arrumar a cama, por exemplo). Cada um tem que fazer uma coisa em casa. É um acordo, assim como a mesada. Eu não quebro a minha parte, para que eles não quebrem a deles. Se eles quebram um combinado, a gente dá um castigo, como ficar sem videogame por um tempo.

Ensinar a consumir direito é um dever nosso. Ensinar os filhos a cuidarem do dinheiro, das coisas, do mundo, também. Ensinar regras e condutas sociais, também.
Não existe jeito certo, muito menos garantido. Cada família precisa discutir, pensar e decidir pelo caminho que lhe parece melhor.

*Post escrito para o Materna Japão.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Orgânicos


Uma das coisas que mais me fez falta em todo o tempo que eu vivi no Japão foi a cesta de orgânicos. Pode falar o que quiser, mas orgânico é diferente.

Quando o Bhuda falou que encontrou uma empresa que entrega orgânicos, eu pirei! Dei festa e pedimos. Semana retrasada chegou a primeira e, gente, que coisa! Linda, farta, cheirosa e variada.
Comemos a semana e, nos últimos dois dias faltou uma coisa ou outra, mas comemos muito bem.

Vem umas coisas diferentes, às quais a gente não está acostumado, mas isso também é bom, porque a gente abre o leque do cardápio, experimenta coisas novas, é obrigado a comer coisas que a gente não comeria.

Ontem fizemos batata doce com limão de forno. Ficou uma delícia! Nunca tinha comido, nem pensado nessa combinação, mas ficou muito boa.

Hoje temos sopa de cebola. Nham....


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Minhas metas de ano novo...

OK, eu nunca consigo nem metade, mas não custa deixar registrado:

- comer menos industrializados;
- fazer caldo de legumes;
- cultivar ervas;
- usar menos o carro;
- não pegar nenhuma sacola de plástico!

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Obrigada a quem ainda vê esse blog abandonado....


domingo, 2 de janeiro de 2011

Pensando.....

Plagiando a minha querida Tathi, estou pensando em postar alguma coisa todos os dias, sobre alguma coisa que eu fiz/não fiz/vi/li/ouvi.
Também vou postar por aqui posts que eu escrever para outros blogs, como o Materna Japão.

Todos os dias, será que consigo? Alguém ainda lê isso?


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