E por aqui....
Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.
Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Blogagem Coletiva: Pelo Empoderamento Feminino no Parto!
por thais

A Rô, de quem já falei por aqui, propôs essa blogagem coletiva e eu não tenho como ficar de fora.
Todo mundo está careca de saber que eu sou defensora ferrenha de partos onde a mulher seja a figura principal, onde as vontades, os desejos, as necessidades sejam respeitados.
Eu tive uma cesárea péssima. Onde eu não fui respeitada, fui enganada, fui cortada e tive minha filha arrancada de mim. E fui porque quis, mesmo sentindo aquela pulga atrás da orelha.
Depois disso, não consegui manter meus olhos fechados.
Meus dois outros filhos nasceram em casa, como eu desejei, naquela hora. Nasceram quando estavam prontos e trabalharam comigo, muito, para nascerem. Mel viu os dois irmãos nascerem. Esteve comigo o tempo todo e eu acho que nada desse mundo era mais importante para mim.
O nascimento de uma nova criança na família é um evento familiar e eu não consegui imaginar ter que ficar longe dela por dias para que isso acontecesse.
E esse foi o primeiro motivo pelo qual eu quis ter os meninos em casa.
Depois porque nunca mais ia deixar alguém me afastar do novo bebê logo após o nascimento, enchê-lo de remédios, vacinas, colírios, glicose, bercinhos aquecidos e ainda me dizer que eles me trariam o bebê quando fosse a melhor hora. Eu queria ter meus filhos comigo o tempo todo e, desculpem, eu cuido melhor deles do que qualquer enfermeira de berçário.
E porque eu queria ser eu, ué! Queria poder me mexer, me sentir confortável, sentir, gritar, xingar, chorar, rir, comer, fazer xixi, cocô. Queria sentir meu corpo trabalhando, meu bebê se mexendo comigo, tentando nascer. Queria ouvir meu corpo e fazer o que ele mandava, sem pensar, sem racionalizar, sem duvidar.
Eu ACREDITEI que eu podia parir, que meu corpo funcionava, que eu nasci para isso. Eu sabia que era seguro: eu li, pesquisei, me informei, questionei, conversei, discuti e decidi.
Eu confiei em mim, no meu poder de decidir, nas minhas escolhas, no meu marido, nos profissionais que me ajudaram.
E nós conseguimos.
Eu não estou fazendo apologia ao parto domiciliar, OK? Estou fazendo apologia ao parto consciente. A gente tem a obrigação de saber como funcionam as coisas, quais são as melhores opções para nós, para os nossos bebês, para a nossa família. A gente TEM que decidir. E também tem que aceitar as consequências. Se você escolhe uma cesárea eletiva consciente, ótimo. Aceitando as consequências, perfeito. Se você escolhe, como a Rô, um parto domiciliar desassistido, maravilha! Vale do mesmo jeito. Os riscos existem em todo e qualquer parto. A gente só precisa escolher qual deles a gente está afim de aceitar.
--------------------------------------------
As regras para essa blogagem coletiva eram a de passar links com coisas interessantes sobre o parto natural.
Eu já escrevi sobre o parto natural e a ecologia.
No Materna Japão tem muita, muita informação sobre o assunto.
No Empoderando também.
No GAMA tem muita coisa boa. Foi onde eu comecei.
E também no Amigas do Parto.
Também aprendi muito com as mulheres do Parto do Princípio.
domingo, 30 de janeiro de 2011
"o" colchão
por thais
Quando a gente chegou aqui na Nova Zelândia, a gente teve que comprar tudo, porque a gente não tinha nada.
Daí, a primeira coisa que a gente foi ver: colchão.
Colchão é assim: você usa todo santo dia, um tempão.
Daí, comecei a buscar colchões bons para a gente escolher e pesquisar. Descobrimos que, aqui, existem colchões de algodão orgânico, latex e fibra de coco. Nada de cola, química pesada, metal, huhuhu.
E é per-fei-to!
A gente dorme que nem pedra!
Valeu muito a pena.
Daí, a primeira coisa que a gente foi ver: colchão.
Colchão é assim: você usa todo santo dia, um tempão.
Daí, comecei a buscar colchões bons para a gente escolher e pesquisar. Descobrimos que, aqui, existem colchões de algodão orgânico, latex e fibra de coco. Nada de cola, química pesada, metal, huhuhu.
E é per-fei-to!
A gente dorme que nem pedra!
Valeu muito a pena.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Dormir e acordar.... cedo.
por thais
Eu sei que é o básico do básico.
Dormir cedo e acordar cedo faz bem pra saúde, pra rotina, pro planeta, pra conta de luz....
Mas eu não consigo!
Quer dizer, eu consigo e faço. Mas na primeira oportunidade que eu tenho para dormir às 4 da manhã e acordar depois do meio dia, eu faço.
Não tem jeito: eu a-d-o-r-o acordar, olhar o relógio e voltar a dormir. É um prazer doente, mas é uma coisa incontrolável.
Em férias, então, não gosto nem de falar.
E voltar ao horário normal é uma tortura tão grande.... huhuhuhu
As aulas começam em breve. E a gente precisa arrumar o horário da macacada aqui, viu?
O da macaca-mãe primeiro, por favor.
Dormir cedo e acordar cedo faz bem pra saúde, pra rotina, pro planeta, pra conta de luz....
Mas eu não consigo!
Quer dizer, eu consigo e faço. Mas na primeira oportunidade que eu tenho para dormir às 4 da manhã e acordar depois do meio dia, eu faço.
Não tem jeito: eu a-d-o-r-o acordar, olhar o relógio e voltar a dormir. É um prazer doente, mas é uma coisa incontrolável.
Em férias, então, não gosto nem de falar.
E voltar ao horário normal é uma tortura tão grande.... huhuhuhu
As aulas começam em breve. E a gente precisa arrumar o horário da macacada aqui, viu?
O da macaca-mãe primeiro, por favor.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Antissépticos aqui de casa.
por thais
Quem não se lembra daquelas propagandas de antigamente, onde a criança se machucava, a mãe vinha com um potinho de antisséptico e passava?
E quem não se machucou e teve que aguentar a dor horrível daquele troço entrando e queimando o machucado por dentro? huahau. Eu tive.
Claro que não vale passar em todo e qualquer machucadinho, OK? A maioria se cura só com uma lavadinha rápida. Quando o machucado é maior, ou está com uma cara estranha, aí vale usar um antisséptico.
Agora, simplifiquei minha vida e faço assim: quando machuca, molho o paninho/algodão/gaze em água e pingo uma gotinha ou da tintura mãe de calêndula ou do óleo de tea tree e e passo. Se precisar cobrir, cubro com gaze, mas é raro, viu?
Mas por que não usar aqueles remedinhos mágicos de farmácia, que vem prontos, em spray?
EU não uso, porque eles contém muitos remédios, muitas substâncias que não são, nem de longe, seguras. Arrepia só de pensar em passar aquele monte de troço direto em uma ferida exposta, que já vai direto pra corrente sanguínea, fazer todo o mal que pode. Urgh.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Com o que você limpa sua casa?
por thais
Antes de vir para cá, eu só limpava a casa com vinagre branco e bicarbonato de sódio. Deixava até a solução pronta em spray e usava em toda a casa.
Bicarbonato é mágico: diluindo em água, ele é bom para limpar pisos, paredes, vidros, banheiros. Se fizer uma pasta com um pouquinho de água e bicarbonato, ele vira um excelente removedor de mofo e uma pasta ótima para brilho em panelas. Também é só ferver com a panela queimada para tirar todo aquele queimado. Usado em pó, jogado sobre carpetes, tapetes, bichos de pelúcia, e depois aspirado, ele funciona como uma lavagem a seco. Ah! É um ótimo tirador de manchas de roupas, também!
Vinagre também é muito bom: diluído em água, no lugar do condicionador ou para limpar pisos, pias, emborrachados. Ajuda a tirar o queimado das panelas. É desinfetante e, acreditem, não deixa cheiro.
Hoje estava passeando pela blogosfera e encontrei esse post da Samanta Shiraishi, que é completíssimo sobre limpeza e sobre os produtos de limpeza (naturais e convencionais). Nele, descobri que ainda posso usar as borras de café e maisena! Uau!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O boom verde
por thais
Se tem uma coisa que me irrita (além de moscas e pernilongos) é ver um produto que se diz ecológico, natural, orgânico, etc quando, na verdade, ele é tão "normal" quanto os outros.
Eu já me enganei e MUITO pensando que ajudava o planeta com as sacolas biodegradáveis, os xampús e condicionadores "naturais", os produtos alimentícios "orgânicos".
É um assunto complicado, porque é difícil mudar velhos conceitos. É difícil a gente trocar o cheirinho da pasta de dentes pelo sabor um tanto estranho do bicarbonato de sódio, ou só por água. É complicado parar para ler os ingredientes no mercado/farmácia/loja. É chato pra caramba ficar "googleando" por uma marca x ou y, ver o quanto elas são ou não confiáveis. É "arriscado" ir à praia de camiseta e chapéu nos horários recomendados e abrir mão do protetor solar.
Mesmo assim, é importante que a gente tenha em mente o que a gente quer, o que a gente aceita, o que a gente pensa e no que a gente confia. A gente precisa pesquisar e decidir por si. Nunca, nada do que a gente lê por aí é 100% certo. Cabe a nós decidir o quanto daquilo é aproveitável e quanto não é.
O que, para você, torna um produto ecológico, saudável e/ou natural? E, a pergunta que deve ser perguntada: quanto você está disposto a pagar por isso?
Fugi completamente do assunto. haha. Comecei pensando em falar de produtos de higiene e olha no que deu....
Amanhã, então, falo sobre dos produtos de higiene pessoal que eu gosto e confio.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Comida: com ou sem carne?
por thais
OK, vou começar confessando: em casa, se come carne.
Eu não como, quando tenho escolha. Se vamos comer fora, por exemplo, e não tem nenhuma opção vegetariana, eu como carne.
Meus filhos comem normalmente na escola, em restaurantes ou quando minha mãe cozinha. E meus pais são carnívoros impossíveis de corrigir.
Nem ia mais escrever sobre a carne, porque se eu não consigo mostrar nem para os meus pais os problemas disso, imaginem para quem nem me conhece?
Mas enfim, vou escrever. hehe.
A carne comum traz alguns problemas para quem come, porque os bichos levam hormônios, antibióticos, comem só porcaria.... E quem come a carne deles, come tudo isso junto.
Existem artigos dizendo que a carne (seja ela orgânica, caipira ou convencional) causa várias doenças. Você pode procurar por aí ou começar por aqui. Obviamente, como é um site pró vegetarianismo, os artigos são todos com o objetivo de demonstrar o bom de viver sem carne.
Quanto aos peixes, bom, eles vivem na água. A água, hoje em dia, não está lá limpa. Os que vivem mais no fundo, os mais ao topo da cadeia alimentar estão mais contaminados.
E, se buscar por aí, você vai encontrar artigos que dizem que a carne é necessária, que somos seres onívoros e precisamos comer de tudo.... bla bla bla. Cabe a cada um decidir o que acredita que seja melhor.
Também tem o problema com os animais em si.
EU (eu, eu eu) não acho justo que um animal seja criado sem poder se mover, sem poder andar, sem poder deitar, sem poder virar a cabeça, sem sentir o vento, a luz do sol, sem contato com a mãe ao nascer, sem ser amamentado (no caso dos mamíferos, claro), porque a carne fica mais gostosa, porque assim se produz mais, enfim. Não acho justo uma galinha ser trancada em uma gaiola junto com tantas outras galinhas que elas não conseguem nem encostar os pés no fundo da gaiola. E que, de tão estressadas que ficam, elas comecem a se bicar e se machucar. E que seus bicos e garras sejam arrancados para preservar a carne. Também não acho justo um bezerro ser alimentado com sangue bovino e restos de leite para que nós tenhamos o leite (DE VACA) em casa. E não acho justo um porco ser criado em um cercado mínimo, até ficar tão gordo que não aguenta ficar em pé. Um bicho tão inteligente como os porcos são.
Claro que, animais criados nessas condições não ficam bem. Eles ficam estressados, liberam hormônios ruins, ficam doentes e a gente come isso tudo. Claro, isso não pode fazer bem.
Os peixes, apesar de não gritarem nem chorarem, também sofrem. Eles morrem asfixiados. Muitas vezes, em alguns lugares ou em restaurantes chiques, são preparados vivos para que cheguem super frescos à mesa. E vão sendo comidos enquanto ainda tentam sobreviver.
E, por último, o problema ambiental da carne.
Animais criados soltos, livres e sem remédios, não, porque eles sempre existiram, né? Mas os animais criados em cativeiro, de maneira precária, sem higiene, sem saúde, esses são grandes grandes grandes ameaças ao planeta! Na verdade, não eles, mas quem cria e quem consome, han. Os bichos são vítimas.
Para começar, precisa criar muitos bichos em pouco espaço. Se tinha um espaço x, é nesse espaço. Se não tinha, vamos derrubar floresta para botar os bichos lá, né!
Como os bichos podem acabar brigando, eles cercam um por um, separados em espaços mínimos, ou colocam tantos no mesmo espaço que eles não conseguem nem machucar uns aos outros.
Os animais não conseguem se mexer, ficam estressados e começam a se machucar (se morder, bater a cabeça na parede, essas coisas). Primeiro, para evitar infecções, tacam antibióticos (e antibióticos demais acabam criando vírus e bactérias cada vez mais fortes, diferentes, mutantes. Vide as gripes aviárias e suínas). Depois eles cortam as garras, os bicos, enfim. Fazem o que podem para que os animais não se machuquem.
Para que os bichos cresçam logo, vai hormônio. Sintético.
E, claro, os bichos têm suas necessidades: eles urinam, defecam, ruminam, soltam gazes. E nisso, eles liberam os antibióticos, os hormônios, os gases do efeito estufa, tudo por aí. E isso fica poluindo solo, água, ar....
Além de usar muita, muita água, porque os bichos bebem água (claro) e precisam ser lavados (e ter seus ambientes levemente lavados, porque eles jogam água, não lavam, né?).
E os animais precisam ser abatidos, depenados/depelados, cortados, transportados, embalados, etiquetados, cortados, temperados, grelhados, assados, fritos..... E nisso vai combustível, plástico, mais lixo (os restos dos animais, por exemplo), gás, óleo, sei lá mais o quê. E isso não é barato.
Esse gráfico da SVB é bonitinho. Não tenho certeza se os dados são 100% certos, mas só indo pela lógica, a gente vê que o custo não é, nem de longe, baixo.

A pesca também não é inócua! Alguns peixes, como o salmão e o atum (famosos pelos sashimis e sushis, han?) estão em extinção. A gente destrói toda uma cadeia alimentar equilibrada, o mar fica descompassado. Fora o cação, que é o tubarão, em extinção, sim, e que só é pescado pela barbatana. Muitas vezes se tira a barbatana do bicho e joga ele de volta vivo no mar, para ele afundar e morrer lentamente, já que ele não consegue nadar sem a barbatana. Além de cruel, é poluente.
Então, EU (eu, eu eu - Ana B, desculpe pelo plágio, hehehe) acho que nós PODEMOS comer de tudo: não precisamos. Se for para comer carne, que comamos uma carne boa: orgânica, de criação livre. Se for para comer outra carne, melhor ficar sem.
Eu não como, quando tenho escolha. Se vamos comer fora, por exemplo, e não tem nenhuma opção vegetariana, eu como carne.
Meus filhos comem normalmente na escola, em restaurantes ou quando minha mãe cozinha. E meus pais são carnívoros impossíveis de corrigir.
Nem ia mais escrever sobre a carne, porque se eu não consigo mostrar nem para os meus pais os problemas disso, imaginem para quem nem me conhece?
Mas enfim, vou escrever. hehe.
A carne comum traz alguns problemas para quem come, porque os bichos levam hormônios, antibióticos, comem só porcaria.... E quem come a carne deles, come tudo isso junto.
Existem artigos dizendo que a carne (seja ela orgânica, caipira ou convencional) causa várias doenças. Você pode procurar por aí ou começar por aqui. Obviamente, como é um site pró vegetarianismo, os artigos são todos com o objetivo de demonstrar o bom de viver sem carne.
Quanto aos peixes, bom, eles vivem na água. A água, hoje em dia, não está lá limpa. Os que vivem mais no fundo, os mais ao topo da cadeia alimentar estão mais contaminados.
E, se buscar por aí, você vai encontrar artigos que dizem que a carne é necessária, que somos seres onívoros e precisamos comer de tudo.... bla bla bla. Cabe a cada um decidir o que acredita que seja melhor.
Também tem o problema com os animais em si.
EU (eu, eu eu) não acho justo que um animal seja criado sem poder se mover, sem poder andar, sem poder deitar, sem poder virar a cabeça, sem sentir o vento, a luz do sol, sem contato com a mãe ao nascer, sem ser amamentado (no caso dos mamíferos, claro), porque a carne fica mais gostosa, porque assim se produz mais, enfim. Não acho justo uma galinha ser trancada em uma gaiola junto com tantas outras galinhas que elas não conseguem nem encostar os pés no fundo da gaiola. E que, de tão estressadas que ficam, elas comecem a se bicar e se machucar. E que seus bicos e garras sejam arrancados para preservar a carne. Também não acho justo um bezerro ser alimentado com sangue bovino e restos de leite para que nós tenhamos o leite (DE VACA) em casa. E não acho justo um porco ser criado em um cercado mínimo, até ficar tão gordo que não aguenta ficar em pé. Um bicho tão inteligente como os porcos são.
Claro que, animais criados nessas condições não ficam bem. Eles ficam estressados, liberam hormônios ruins, ficam doentes e a gente come isso tudo. Claro, isso não pode fazer bem.
Os peixes, apesar de não gritarem nem chorarem, também sofrem. Eles morrem asfixiados. Muitas vezes, em alguns lugares ou em restaurantes chiques, são preparados vivos para que cheguem super frescos à mesa. E vão sendo comidos enquanto ainda tentam sobreviver.
E, por último, o problema ambiental da carne.
Animais criados soltos, livres e sem remédios, não, porque eles sempre existiram, né? Mas os animais criados em cativeiro, de maneira precária, sem higiene, sem saúde, esses são grandes grandes grandes ameaças ao planeta! Na verdade, não eles, mas quem cria e quem consome, han. Os bichos são vítimas.
Para começar, precisa criar muitos bichos em pouco espaço. Se tinha um espaço x, é nesse espaço. Se não tinha, vamos derrubar floresta para botar os bichos lá, né!
Como os bichos podem acabar brigando, eles cercam um por um, separados em espaços mínimos, ou colocam tantos no mesmo espaço que eles não conseguem nem machucar uns aos outros.
Os animais não conseguem se mexer, ficam estressados e começam a se machucar (se morder, bater a cabeça na parede, essas coisas). Primeiro, para evitar infecções, tacam antibióticos (e antibióticos demais acabam criando vírus e bactérias cada vez mais fortes, diferentes, mutantes. Vide as gripes aviárias e suínas). Depois eles cortam as garras, os bicos, enfim. Fazem o que podem para que os animais não se machuquem.
Para que os bichos cresçam logo, vai hormônio. Sintético.
E, claro, os bichos têm suas necessidades: eles urinam, defecam, ruminam, soltam gazes. E nisso, eles liberam os antibióticos, os hormônios, os gases do efeito estufa, tudo por aí. E isso fica poluindo solo, água, ar....
Além de usar muita, muita água, porque os bichos bebem água (claro) e precisam ser lavados (e ter seus ambientes levemente lavados, porque eles jogam água, não lavam, né?).
E os animais precisam ser abatidos, depenados/depelados, cortados, transportados, embalados, etiquetados, cortados, temperados, grelhados, assados, fritos..... E nisso vai combustível, plástico, mais lixo (os restos dos animais, por exemplo), gás, óleo, sei lá mais o quê. E isso não é barato.
Esse gráfico da SVB é bonitinho. Não tenho certeza se os dados são 100% certos, mas só indo pela lógica, a gente vê que o custo não é, nem de longe, baixo.

A pesca também não é inócua! Alguns peixes, como o salmão e o atum (famosos pelos sashimis e sushis, han?) estão em extinção. A gente destrói toda uma cadeia alimentar equilibrada, o mar fica descompassado. Fora o cação, que é o tubarão, em extinção, sim, e que só é pescado pela barbatana. Muitas vezes se tira a barbatana do bicho e joga ele de volta vivo no mar, para ele afundar e morrer lentamente, já que ele não consegue nadar sem a barbatana. Além de cruel, é poluente.
Então, EU (eu, eu eu - Ana B, desculpe pelo plágio, hehehe) acho que nós PODEMOS comer de tudo: não precisamos. Se for para comer carne, que comamos uma carne boa: orgânica, de criação livre. Se for para comer outra carne, melhor ficar sem.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Xampús, condicionadores, sabonetes, pastas de dentes....
por thais
A Ana Thomas escreveu esse post sobre eles.
Ela conta a experiência dela com o desuso desses produtos: ela trocou esses produtos por coisas naturais de verdade.
Por exemplo, ela trocou o xampú por uma solução de água com bicarbonato de sódio. E o condicionador, por uma de água com vinagre.
Eu já fazia um pouco: sabonete praticamente não uso. De verdade. Uso uma esponja e água. Desodorante, nunca usei. Ainda uso hidratante, mas estou procurando alternativas que não sejam muito melequentas e oleosas.
Outra coisa: estou há duas semanas sem pasta de dentes. Escovo só com água, mesmo. No começo, usava bicarbonato de sódio direto, mas descobri que não precisa. Uma vez a cada 3, 4 dias eu escovo com bicarbonato de sódio e no resto, só com água. Ninguém notou a diferença. E olha que o pessoal aqui de casa é chato com bafo. hauhaua.
E essa semana tentei usar o bicarbonato para lavar a cabeça. No terceiro dia, meu cabelo estava tão duro e oleoso que não tive opção: xampú. Mas eu não desisti. Vou tentar novamente. heheh. E procurar alternativas, afinal, eu tenho cabelos oleosos, mesmo.
Para completar, Sonia Hirsh fez esse e esse post sobre um emplastro de inhame para a pele. Eu vou testar, sem dúvida. Depois conto como foi.
Ela conta a experiência dela com o desuso desses produtos: ela trocou esses produtos por coisas naturais de verdade.
Por exemplo, ela trocou o xampú por uma solução de água com bicarbonato de sódio. E o condicionador, por uma de água com vinagre.
Eu já fazia um pouco: sabonete praticamente não uso. De verdade. Uso uma esponja e água. Desodorante, nunca usei. Ainda uso hidratante, mas estou procurando alternativas que não sejam muito melequentas e oleosas.
Outra coisa: estou há duas semanas sem pasta de dentes. Escovo só com água, mesmo. No começo, usava bicarbonato de sódio direto, mas descobri que não precisa. Uma vez a cada 3, 4 dias eu escovo com bicarbonato de sódio e no resto, só com água. Ninguém notou a diferença. E olha que o pessoal aqui de casa é chato com bafo. hauhaua.
E essa semana tentei usar o bicarbonato para lavar a cabeça. No terceiro dia, meu cabelo estava tão duro e oleoso que não tive opção: xampú. Mas eu não desisti. Vou tentar novamente. heheh. E procurar alternativas, afinal, eu tenho cabelos oleosos, mesmo.
Para completar, Sonia Hirsh fez esse e esse post sobre um emplastro de inhame para a pele. Eu vou testar, sem dúvida. Depois conto como foi.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Semana passada....
por thais
Não escrevi NADA em lugar nenhum. Estamos ocupadíssimos com a chegada da primavera, a arrumação do guarda roupas, a preparação para a entrada da escola das crianças....
Mas queria deixar dois textos. Só dois, que valem ser lidos e relidos.
Um, da minha amiga Pérola.
Sou grande fã dela: da comida, do jeito carinhoso, da grande mulher que ela é. E esse texto dela é p-e-r-f-e-i-t-o!
Fala sobre a tal vacina H1N1. É o meu ponto de vista. De todos os lados.
Esse outro, da Ana Thomaz. Sou grande grande grande fã.
Sobre a febre. Mais uma vez, meu ponto de vista. E muito melhor do que eu jamais poderia escrever.
Essa semana é a última semana de férias da minha pequena, e também a minha última, porque depois disso serei escravizada pelo PTA da escola do João. hauahua.
Mas vou continuar escrevendo, nesse ritmo lento lento....
Mas queria deixar dois textos. Só dois, que valem ser lidos e relidos.
Um, da minha amiga Pérola.
Sou grande fã dela: da comida, do jeito carinhoso, da grande mulher que ela é. E esse texto dela é p-e-r-f-e-i-t-o!
Fala sobre a tal vacina H1N1. É o meu ponto de vista. De todos os lados.
Esse outro, da Ana Thomaz. Sou grande grande grande fã.
Sobre a febre. Mais uma vez, meu ponto de vista. E muito melhor do que eu jamais poderia escrever.
Essa semana é a última semana de férias da minha pequena, e também a minha última, porque depois disso serei escravizada pelo PTA da escola do João. hauahua.
Mas vou continuar escrevendo, nesse ritmo lento lento....
segunda-feira, 22 de março de 2010
Na semana passada....
por thais
Escrevi no Materna Japão sobre o crescimento e o desenvolvimento dos bebês, e como amamentar bem.
E por aí...
- No blog Casinha na Árvore, esse post com uma tabela super útil: a das frutas e as estações. Comer frutas da época é mais gostoso e mais ecológico, né?
- No Crianças na Cozinha, um post com uma receita de pipoca de verdade, que todo mundo merece; e uma receita de mostarda, que eu amo amo amo. hahah.....
- No Ecoblogs, cadernos com capas de LPs! Lembram deles? E fica lindo!
E por aí...
- No blog Casinha na Árvore, esse post com uma tabela super útil: a das frutas e as estações. Comer frutas da época é mais gostoso e mais ecológico, né?
- No Crianças na Cozinha, um post com uma receita de pipoca de verdade, que todo mundo merece; e uma receita de mostarda, que eu amo amo amo. hahah.....
- No Ecoblogs, cadernos com capas de LPs! Lembram deles? E fica lindo!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Andando, sempre andando.
por thais
Aqui no Japão, as crianças vão à escola andando. Por isso, a gente não escolhe a escola. As crianças vão para a escola mais próxima de casa. E precisam seguir as regras: tem um caminho estabelecido, precisa ir com o grupo, precisa usar uma fita pendurada na mochila com o nome da sua rota (sim, as rotas têm nome...). Isso no primário.
A Mel está no pré e agora, em abril, vai para o primário.
Por isso, eu costumo levar a Mel para a escola andando. Para ela se acostumar, aprender o caminho, conhecer as pessoas...
Enquanto o marido estava viajando, eu levava Mel, João e Zé. Todos andando, fizesse chuva ou sol.
São mais ou menos 15 minutos se eu for sozinha ou só com a Mel. Com os meninos (principalmente o Zé, que é pequeno e pára para ver tudo), a ida demora 25 minutos. Então, 50 minutos de caminhada (claro, é ida e volta. hauaha)
E ficamos andando por uns 4 meses, todas as manhãs de segunda à sexta.
Chegou uma hora em que, tinha feriado prolongado, eu me sentia mal, com dor nas costas, dor de cabeça.... E descobri: era a falta da caminhada!
Eu sempre "soube" que exercício faz bem, mas nunca fiz. Sempre tive uma desculpa: estudos, vestibular, faculdade, gravidez, filha, mudança, gravidez, filhos, mudança, não entender a língua, gravidez, filhos.... hauhauhua E enfim, nunca fiz. Só obrigada, mesmo.
E faz diferença, viu?
A gente se sente melhor, com mais disposição, energia, com menos dores (de sedentarismo. ahuhuaha). As bochechas ficam mais coradas e o dia começa melhor.
E, claro, é melhor para o meio ambiente, não?
Mesmo que o aquecimento global seja furada, a gente deixa o petróleo lá, onde ele pertence. Ou a cana. Ou do que quer que seja feito o combustível do seu carro.
Semana que vem, ela entra em férias. E eu já me vejo toda dolorida. huahuahaua....
A Mel está no pré e agora, em abril, vai para o primário.
Por isso, eu costumo levar a Mel para a escola andando. Para ela se acostumar, aprender o caminho, conhecer as pessoas...
Enquanto o marido estava viajando, eu levava Mel, João e Zé. Todos andando, fizesse chuva ou sol.
São mais ou menos 15 minutos se eu for sozinha ou só com a Mel. Com os meninos (principalmente o Zé, que é pequeno e pára para ver tudo), a ida demora 25 minutos. Então, 50 minutos de caminhada (claro, é ida e volta. hauaha)
E ficamos andando por uns 4 meses, todas as manhãs de segunda à sexta.
Chegou uma hora em que, tinha feriado prolongado, eu me sentia mal, com dor nas costas, dor de cabeça.... E descobri: era a falta da caminhada!
Eu sempre "soube" que exercício faz bem, mas nunca fiz. Sempre tive uma desculpa: estudos, vestibular, faculdade, gravidez, filha, mudança, gravidez, filhos, mudança, não entender a língua, gravidez, filhos.... hauhauhua E enfim, nunca fiz. Só obrigada, mesmo.
E faz diferença, viu?
A gente se sente melhor, com mais disposição, energia, com menos dores (de sedentarismo. ahuhuaha). As bochechas ficam mais coradas e o dia começa melhor.
E, claro, é melhor para o meio ambiente, não?
Mesmo que o aquecimento global seja furada, a gente deixa o petróleo lá, onde ele pertence. Ou a cana. Ou do que quer que seja feito o combustível do seu carro.
Semana que vem, ela entra em férias. E eu já me vejo toda dolorida. huahuahaua....
terça-feira, 2 de março de 2010
Sumindo....
por thais
Não tem jeito: quando meus filhos ficam doentes, eu não consigo fazer mais nada.
Os três estão gripados, e é uma gripe forte. Tiveram febre alta (agora está bem baixa, mas presente) e muita, muita tosse.
Segundo o médico pediatra terrível que visitamos hoje, eles estão com RS Vírus (Vírus respiratório sincicial) e deve melhorar em 1 semana sem remédios (apesar dele ter prescrevido uns 500).
Até lá, só fazendo o inevitável.
Espero conseguir escrever os dois posts essa semana (e os do Materna Japão e da Pistache EcoBlog), mas só vendo como meus pequenos ficarão.
E aviso: semana que vem estarei OFF. Conto o que foi na outra semana.
Então, já que algumas manias eu não consigo perder, alguns links interessantes:
- Do UOL, falando sobre o insustentável consumo de carnes (de todos os tipos).
- Do Faça Sua Parte, um post que fala sobre o desmatamento em Bertioga e um abaixo assinado para que mantenhamos a mata do jeito que é.
- Do Meio Filtrante, uma casa de.... plástico!
Os três estão gripados, e é uma gripe forte. Tiveram febre alta (agora está bem baixa, mas presente) e muita, muita tosse.
Segundo o médico pediatra terrível que visitamos hoje, eles estão com RS Vírus (Vírus respiratório sincicial) e deve melhorar em 1 semana sem remédios (apesar dele ter prescrevido uns 500).
Até lá, só fazendo o inevitável.
Espero conseguir escrever os dois posts essa semana (e os do Materna Japão e da Pistache EcoBlog), mas só vendo como meus pequenos ficarão.
E aviso: semana que vem estarei OFF. Conto o que foi na outra semana.
Então, já que algumas manias eu não consigo perder, alguns links interessantes:
- Do UOL, falando sobre o insustentável consumo de carnes (de todos os tipos).
- Do Faça Sua Parte, um post que fala sobre o desmatamento em Bertioga e um abaixo assinado para que mantenhamos a mata do jeito que é.
- Do Meio Filtrante, uma casa de.... plástico!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Na semana passada....
por thais
Essa semana, escrevi no Pistache sobre a dúvida que existe na escolha entre roupas de fibras naturais que não duram muito e roupas sintéticas feitas para durar bastante.
E os links da semana:
- No Materna Japão, a Rosana postou o vídeo que passou no Mais Você sobre parto natural na água e escreveu sobre ele.
- No Crianças na Cozinha, a Pat escreveu esse post sobre intestino preso e o que ela fez para acabar com esse problema SEM remédios e aqui sobre os sucos de caixinha.
- No Ecoblogs, uma ideia genial!!! Um porta casacos/bolsas feito com caixas de suco. haha. OK, para quem consome os sucos/leites de caixinha.
- Ainda no Ecoblogs, esse post sobre o tráfego de automóveis em reservas ecológicas e como eles estão piorando a situação das tartarugas marinhas.
- Do Faça sua Parte, um post sobre os Tubarões no Ano da Biodiversidade. Você come cação? Pois saiba que, com isso, você está acabando com os oceanos. E que, sem o mar, não tem oxigênio, não tem futuro para nós. Recomendo fortemente que vejam o vídeo.
E os links da semana:
- No Materna Japão, a Rosana postou o vídeo que passou no Mais Você sobre parto natural na água e escreveu sobre ele.
- No Crianças na Cozinha, a Pat escreveu esse post sobre intestino preso e o que ela fez para acabar com esse problema SEM remédios e aqui sobre os sucos de caixinha.
- No Ecoblogs, uma ideia genial!!! Um porta casacos/bolsas feito com caixas de suco. haha. OK, para quem consome os sucos/leites de caixinha.
- Ainda no Ecoblogs, esse post sobre o tráfego de automóveis em reservas ecológicas e como eles estão piorando a situação das tartarugas marinhas.
- Do Faça sua Parte, um post sobre os Tubarões no Ano da Biodiversidade. Você come cação? Pois saiba que, com isso, você está acabando com os oceanos. E que, sem o mar, não tem oxigênio, não tem futuro para nós. Recomendo fortemente que vejam o vídeo.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Nossos filhos nos acusarão
por thais
Recebi por e-mail o trailler desse filme. Chama "Nos enfants nous accuseront", e fala sobre a ligação de doenças como câncer e infertilidade com os agrotóxicos.
Infelizmente, esse tipo de filme não ganha as telas dos cinemas. Mas, segundo a Karen, se bastante gente der uma olhada, ele pode ir.
É falado em francês, com legendas em inglês, mas se você puder só ver e divulgar, mesmo sem entender muito, haha, ele pode chegar aos cinemas e ganhar legendas em português.
Infelizmente, esse tipo de filme não ganha as telas dos cinemas. Mas, segundo a Karen, se bastante gente der uma olhada, ele pode ir.
É falado em francês, com legendas em inglês, mas se você puder só ver e divulgar, mesmo sem entender muito, haha, ele pode chegar aos cinemas e ganhar legendas em português.
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