E por aqui....

Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.

Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brinquedo pra quê?

Até um tempinho atrás, eu achava que criança precisava de brinquedo. Eles sempre gostaram de brincar com tupperwares, panelas, colheres de pau, pano de chão, mas nunca tinham deixado de brincar com os brinquedos.
Claro que, com a quantidade absurda de brinquedos que eles têm, eles nunca brincavam com todos.
E nunca guardavam tudo.

Quando viemos para cá, trouxemos 10 brinquedos de cada criança, escolhidos por eles mesmos.
Não importava se eram caros, baratos, grandes, pequenos, lindos, feios, novos, velhos, inteiros ou quebrados: eles escolheram sozinhos. E viemos. Ainda empacotamos muitos outros para virem na mudança. Eu tinha certeza de que ia precisar deixar jogar muito videogame e ver muito DVD enquanto os outros brinquedos não chegavam, mas estava enganada.

Hoje eles brincam com os brinquedinhos deles, claro, mas também brincam imaginando: é espada de colher de pau, é comidinha de pedra, sushi de conchas, bolo de cesta de roupas, aquário de banquinho, corridas, shows, passeios de carro imaginário para a neve (na nossa cama com o cobertor branco), trens feitos de canetinhas, mamães, papais e filhinhos, cangurus, guaxinins, macacos, procurar bichos no quintal, .....

Isso é tão legal! Eu achava que meus filhos não iriam nunca saber inventar, imaginar, criar, porque eles não foram criados assim: sempre tiveram brinquedos para todas as situações. Mas eles conseguem. Crianças são assim, mutantes. Nada mais lindo!
Outra coisa que eu posso dizer sobre a falta de brinquedos é que eles aprenderam a se dar melhor. Brigam menos, porque os poucos brinquedos que vieram são de todo mundo. Todo mundo brinca junto. Claro que um ainda puxa da mão do outro, mas nada que uma conversa e um abraço apertado não resolva.

E quer saber o que mais: eles jogam muito pouco videogame (uma ou duas vezes por semana, por meia hora, quarenta minutos) e nunca mais pediram DVD.
Todo mundo mais calmo, mais amigo, mais feliz.
Se você tiver a oportunidade, faça a experiência: tire brinquedos quebrados, não usados do caminho. Guarde videogames e DVDs longe do alcance da vista dos pequenos. E não interfira! Deixe que eles brinquem livremente, inventem, imaginem.
Aqui em casa, o saldo foi 100% positivo.

Texto escrito para o blog Materna Japão.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Costurando, bordando e pregando botões.

A escola pediu saquinhos variados e tal, para guardar uma troca de roupa, sapatilha, etc etc.
E eu, com minha cabeça enorme, resolvi fazer com um lençol sem elástico que veio no kit que compramos quando nos mudamos para cá.
Sabe aquelas sacolas que tem um cordão passado na abertura, que fecham quando você puxa? Desses. Para o cordão, usei uma fitinha que ganhamos em algum presente. ha ha ha. Super útil!

E costura, costura, costura.

Não tenho máquina e não sei costurar, hauhauahuahauahua, mas eu estou trabalhando duro.
Já fiz uma sacola pra Mel, bordei e bordei o seat cover. Bhuda colocou botões de pressão.

E ontem e hoje estou fazendo e bordando as sacolinhas do João, que também vai pra escola a partir da semana que vem. Canseeeeira.

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Internet é tudo, né? Um pouco de busca e eu descobri como fazer bordados básicos.
Não fica perfeito, porque eu sou iniciante e preguiçosa, mas até que estou gostando do resultado. ha ha ha ha......


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sobre as ervas......

Ontem replantamos as ervas (orégano, manjericão e hortelã).
E o marido comprou um vasinho de plantinhas carnívoras que estava morrendo no mercado. Também replantou porque o vaso original estava com mais da metade morta.

Hoje estamos todos na UTI.
A gente não entende na-da de plantas e o Google, dessa vez não ajudou muito.

Mas estamos todos de olho. Vamos ver se conseguimos fazer com que todas sobrevivam.....

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Se a gente conseguir manter as plantas vivas, a próxima coisa que vamos plantar será alho. huhuhuu..... Guenta, bafo!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Secar roupa....

A gente está em um impasse: com esse tempo paulistano, quando a roupa seca, ela seca em uma hora. Mas quando dá para o tempo ficar ruim, ele fica ruim uma semana, cara.
É terrível para quem tem um monte de criança e, pra melhorar, deixou toda a roupa em caixas no Japão, para serem despachadas por navio.

Daí, bom, falamos com algumas pessoas e todo mundo diz: secadora.
Mas secadora é um cocô, né? Encolhe roupa, gasta energia demais, não sei. Não gosto. hehehe.

Por enquanto, no verão, estamos bem. Mesmo em tempo ruim, eu penduro roupas pela casa, em um varal interno e pela garagem.
Só precisamos ver se continua assim no inverno....


domingo, 30 de janeiro de 2011

"o" colchão

Quando a gente chegou aqui na Nova Zelândia, a gente teve que comprar tudo, porque a gente não tinha nada.

Daí, a primeira coisa que a gente foi ver: colchão.

Colchão é assim: você usa todo santo dia, um tempão.
Daí, comecei a buscar colchões bons para a gente escolher e pesquisar. Descobrimos que, aqui, existem colchões de algodão orgânico, latex e fibra de coco. Nada de cola, química pesada, metal, huhuhu.

E é per-fei-to!
A gente dorme que nem pedra!

Valeu muito a pena.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Com o que você limpa sua casa?

Antes de vir para cá, eu só limpava a casa com vinagre branco e bicarbonato de sódio. Deixava até a solução pronta em spray e usava em toda a casa.

Bicarbonato é mágico: diluindo em água, ele é bom para limpar pisos, paredes, vidros, banheiros. Se fizer uma pasta com um pouquinho de água e bicarbonato, ele vira um excelente removedor de mofo e uma pasta ótima para brilho em panelas. Também é só ferver com a panela queimada para tirar todo aquele queimado. Usado em pó, jogado sobre carpetes, tapetes, bichos de pelúcia, e depois aspirado, ele funciona como uma lavagem a seco. Ah! É um ótimo tirador de manchas de roupas, também!

Vinagre também é muito bom: diluído em água, no lugar do condicionador ou para limpar pisos, pias, emborrachados. Ajuda a tirar o queimado das panelas. É desinfetante e, acreditem, não deixa cheiro.

Hoje estava passeando pela blogosfera e encontrei esse post da Samanta Shiraishi, que é completíssimo sobre limpeza e sobre os produtos de limpeza (naturais e convencionais). Nele, descobri que ainda posso usar as borras de café e maisena! Uau!


domingo, 16 de janeiro de 2011

Pilhas...

Aqui em casa, a gente usa bastante pilha.
Tem alguns brinquedos das crianças que levam pilha, os controles do videogame, a máquina fotográfica das crianças, lanternas.....

Já faz um bom tempo (uns 5 anos) que começamos a comprar pilhas recarregáveis.
A gente sempre compra 2 aqui, 4 lá... Hoje temos umas 30 pilhas AA e umas 4 AAA, que são as que a gente mais usa. Também compramos adaptadores para pilhas grandes (a gente coloca as AA dentro dos adaptadores e eles funcionam como uma daquelas pilhas grandonas).
Tivemos que trocar os carregadores umas 2 vezes nesse meio tempo, porque eles acabaram parando de funcionar.

Mas já faz um tempinho que não compramos mais pilhas. Não lembro quando foi que paramos, mas não precisamos mais. Acaba a pilha, a gente troca pela reserva e bota pra carregar quando junta 4 pilhas vazias. Se não tem reserva, como aconteceu no começo, espera recarregar, que não custa nada.

Na conta de luz, eu não notei diferença.
Vale a pena financeiramente e ecologicamente, porque quase ninguém joga pilha no lugar certo. Né?


sábado, 8 de janeiro de 2011

Um dia atrasado, mas ainda sim....

Cheguei aqui na Nova Zelândia e o marido me mostrou uma marca de produtos, a EcoStore.
Não fiquei impressionada, porque, né.... Tinha visto tantas marcas "eco" que nem dei bola. Mas como a gente precisava de um xampú, um sabonete, sabão em pó, etc etc, fui ver os ingredientes.

Assustei porque não tinha nada do que era... hum, nocivo.
Daí peguei outro xampú, da mesma marca. E o condicionador. O detergente. O hidratante, o sabão em pó, o desinfetante, e tudo o mais. Adivinha? Na-da!
Adorei! Comprei. E testei. Os cabelos ficam ótimos, diferente do que acontece com algumas marcas que se dizem eco. O sabonete é ótimo, apesar de eu usar só de vez em quando. E tudo o mais da marca é ótimo!

Claro que aqui também tem marcas "eco" falsas, e essas não entram aqui em casa, mas tem várias marcas realmente boas.

No Brasil, eu só usava nas crianças as coisas da Millebolleblu. E a pasta de dentes e alguns óleos e remédios da Weleda. De resto, eu comprava e usava o que não se dizia ecológico: melhor uma marca que não mente, né?

No Japão, como não tinha nada bom (e nada é na-da mesmo), eu ficava sem. Banho sem sabonete: uma boa esponja VEGETAL e um óleo (pode ser óleo de girassol, de gergelim, de lavanda, de qualquer coisa que não seja muito grudenta, tipo azeite de oliva) fazem o serviço. Pouco óleo, só para a esponja deslizar. Vinagre e bicarbonato no lugar do xampú e do condicionador, eu não consegui usar. Não rolou na minha cabeça, mas as crianças usavam. Óleo de coco pra hidratar o corpo e os cabelos.

EU acho que, se for pra ter uma coisa duvidosa, melhor não ter.
(mas eu usava, em mim, o xampú comum)


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crianças e o Consumo

Quem nunca saiu por aí com os filhos (ou com sobrinhos, amigos dos filhos, filhos dos amigos...) e recebeu pedidos, súplicas e choros por causa de um brinquedo, um doce, uma revistinha......?
E quem nunca presenciou uma criança choramingando ou dando um showzinho porque queria alguma coisa?

É muito comum, hoje em dia, ver crianças querendo tudo e pais comprando. "Só um brinquedinho/docinho".
Hoje em dia, difícil é não comprar.

Com crianças pequenas, a situação é complicada, porque eles não entendem. Eles não entendem porque pode-se comprar alface e não um pacote de M&M's. Ou a gente não faz compras com eles, ou aceita que vai ter choro.
Com o tempo, muita paciência e muita conversa, a gente vai fazendo os pequenos entenderem que a gente só compra o "necessário". Fazer uma lista e comprar só o que está nela, mostrando para eles, é uma boa alternativa. Leva tempo, mas eles passam a entender.

Já com os maiores, há uma série de coisas que se possa fazer, desde combinar que x vezes por mês, a gente vai comprar um doce, mas que brinquedo é só em datas especiais, por exemplo.

Aqui em casa, a gente optou pela mesada quando os maiores começaram a pedir tudo o que os amiguinhos tinham. Damos uma quantia para cada um por cada ano vivido. Por exemplo, se seu filho tem 6 anos, 50 ienes x 6 anos = 300 ienes por semana ou por quinzena. Você pode aumentar ou diminuir o valor, de acordo com os gastos da família. Se você tem mais de um filho, você pode dar de acordo com a idade de cada um ou a mesma quantia para todos.

Agora vem a parte difícil: a gente precisa ensinar que eles só podem gastar até aquele valor. Aqui em casa, nós decidimos que comida, a gente paga. Se a gente vai comer fora, nós pagamos a comida. Se eles querem sorvete, o gasto é deles.
Roupa, quando eles PRECISAM, a gente paga. Se eles querem uma roupa nova porque viram na TV, ou porque o colega Y tem, eles pagam. Se não tem dinheiro, juntam e compram.
Brinquedo, a gente não compra. Eles juntam dinheiro e compram.
Livro, uma vez a cada 2 meses a gente paga. Mais que isso, eles compram.
A gente leva em parques de diversão, em cinema e tal, mas sempre em aniversários ou em dias combinados. Fora disso, eles precisam juntar dinheiro e pagar.

Também ensinei eles a guardar dinheiro fazendo uma caixinha para cada, onde eles guardavam uma parte da mesada. Eles recebiam e já colocavam uma moedinha na caixinha. Aos poucos, eles juntaram e bastante. O que era legal era ir com eles ao banco, deixar que eles entregassem o dinheiro ao caixa e recebessem a caderneta com o novo valor.

Claro que o dinheiro não dá para grande coisa, mas eles aprenderam direitinho e hoje, olham o preço de tudo antes de comprar.
Zé, que é o menor, ainda não entende e sempre gasta a mesada logo no primeiro dia. Aos poucos, eu acredito, ele vai acabar entendendo.

Uma coisa que é importante é saber onde e quando ceder e não ceder.
Se você está sem paciência, se a criança está cansada e com sono, nem entre na briga: ou você não vai em locais que tenham vendas ou você compra antes da briga.
Nunca nunca nunca compre porque a criança chorou, ou porque deu escândalo, ou porque pediu com cara de coitado, nada disso. Também nada de comprar porque você se sente culpado(a) por estar ausente, por ter gritado, brigado. Se desculpe, fique um tempo com eles, mas não dê coisas em troca.

Eu também não deixo sem mesada por castigo e não dou em troca de serviços prestados (arrumar a cama, por exemplo). Cada um tem que fazer uma coisa em casa. É um acordo, assim como a mesada. Eu não quebro a minha parte, para que eles não quebrem a deles. Se eles quebram um combinado, a gente dá um castigo, como ficar sem videogame por um tempo.

Ensinar a consumir direito é um dever nosso. Ensinar os filhos a cuidarem do dinheiro, das coisas, do mundo, também. Ensinar regras e condutas sociais, também.
Não existe jeito certo, muito menos garantido. Cada família precisa discutir, pensar e decidir pelo caminho que lhe parece melhor.

*Post escrito para o Materna Japão.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Orgânicos


Uma das coisas que mais me fez falta em todo o tempo que eu vivi no Japão foi a cesta de orgânicos. Pode falar o que quiser, mas orgânico é diferente.

Quando o Bhuda falou que encontrou uma empresa que entrega orgânicos, eu pirei! Dei festa e pedimos. Semana retrasada chegou a primeira e, gente, que coisa! Linda, farta, cheirosa e variada.
Comemos a semana e, nos últimos dois dias faltou uma coisa ou outra, mas comemos muito bem.

Vem umas coisas diferentes, às quais a gente não está acostumado, mas isso também é bom, porque a gente abre o leque do cardápio, experimenta coisas novas, é obrigado a comer coisas que a gente não comeria.

Ontem fizemos batata doce com limão de forno. Ficou uma delícia! Nunca tinha comido, nem pensado nessa combinação, mas ficou muito boa.

Hoje temos sopa de cebola. Nham....


terça-feira, 11 de maio de 2010

Sobre fraldas...

Estou em uma lista de discussão que fala sobre as fraldas de pano.
As meninas lá estavam comprando muita fralda, muita, mesmo. E 90% das compras conjuntas eram importadas.
E isso me fazia ficar com uma coceirinha na mão para falar, mas sempre fui deixando para depois, e depois... e não o fiz até agora.

A verdade é que meus meninos usaram fralda de pano. O João começou com mais de um ano e meio (e usou até os quase 3) e o Zé desde recém nascido. Como eu engravidei na Espanha e lá as fraldas de pano são super high tech, de material orgânico, local, PUL super respirável, enfim..... não tive nenhuma reclamação. Nunca. A variedade era enorme, tanto de modelos, quanto materiais, lojas, fábricas, botões, velcros, pins, .....

No Brasil, verdade seja dita, eu não conhecia ninguém que tivesse usado. Eu não usei fralda de pano. Minha irmã também não. Minhas primas, meus sobrinhos, meus afilhados, os filhos dos amigos, filhos dos conhecidos dos conhecidos dos conhecidos....
Ninguém. Por ter essa demanda baixa, acho normal, normal que a indústria brasileira esteja só começando. Normal que não exista a diversidade que existe lá fora. E que a qualidade não seja a mesma.

Que eu saiba, são 3 produtoras: a Baby Slings, a Mamãe Natureza e a Lilith. Se tiver mais alguma, deixe nos comentários ou no meu e-mail que a gente aumenta a lista.
As 3 têm propostas super boas, inteligentes e conscientes, mas eu nunca testei nenhuma delas.

Conheço mães (e bebês, claro) que se adaptaram lindamente a uma ou a outra delas, às vezes a todas. E também conheço mães que não se adaptaram por motivos variados, mas que tentaram e tentaram e tentaram.

Elas disseram várias coisas sobre as fraldas nacionais e importadas, com as quais eu concordo:
-Comprar nacionais é mais ecológico e melhor para nós. Assim, a nossa indústria tem a chance de crescer e se desenvolver. Algum dia, eu tenho certeza, ela chega à qualidade das fraldas de fora;
-Comprar só o número necessário também é o ideal. Ter mais do que se usa não é ecológico e nem econômico;
-Procurar fraldas usadas é o que há! É mais ecológico, mais econômico e você ainda conhece quem usa/já usou;
-Procurar na indústria nacional alguma opção é ideal, mas não é a única opção. Não se adaptou com a marca 1, tenta com a 2. Não gostou da 2, tenta a 3.... Se não se adaptar a nenhuma, antes de voltar às descartáveis, ainda é desejável comprar importada! E eu acho difícil não se adaptar à uma das milhares de marcas que existem pelo mundo afora;
-E, sem dúvida nenhuma, usar fralda que machuca o bebê pela ecologia não é legal. Eu não usaria nada que machucasse algum dos meus filhos, mesmo que fosse a única coisa que eu pudesse fazer pelo planeta, pelo bem da humanidade ou o que quer que seja. Precisa ser bom para nós, para eles e para o resto do mundo, né? Só não vale generalizar! Não é porque não foi boa para seu primeiro filho que não vai ser para o segundo. Cada criança é uma, cada corpo é um e cada fralda cai de um jeito em cada criança.

Só mais um adendo: se não funcionar, se não gostar, não jogue no lixo ou deixe guardada! Doe, venda, empreste! Vai servir para alguém, com certeza!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Por aí....

O blog O Futuro do Presente colocou no ar esse post com propagandas da WWF. Todas dizem o que querem dizer sem precisar de palavras, mas algumas são meio..... hummm, "over". Eu achei, hehe.

Também, no mesmo blog, a terceira parte da série sobre o consumo infantil, que eu estou adorando!

E esse, que explica como são feitas as malhas PET!

Vale a pena dar um pulinho por lá!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Comida: com ou sem carne?

OK, vou começar confessando: em casa, se come carne.
Eu não como, quando tenho escolha. Se vamos comer fora, por exemplo, e não tem nenhuma opção vegetariana, eu como carne.
Meus filhos comem normalmente na escola, em restaurantes ou quando minha mãe cozinha. E meus pais são carnívoros impossíveis de corrigir.

Nem ia mais escrever sobre a carne, porque se eu não consigo mostrar nem para os meus pais os problemas disso, imaginem para quem nem me conhece?
Mas enfim, vou escrever. hehe.

A carne comum traz alguns problemas para quem come, porque os bichos levam hormônios, antibióticos, comem só porcaria.... E quem come a carne deles, come tudo isso junto.
Existem artigos dizendo que a carne (seja ela orgânica, caipira ou convencional) causa várias doenças. Você pode procurar por aí ou começar por aqui. Obviamente, como é um site pró vegetarianismo, os artigos são todos com o objetivo de demonstrar o bom de viver sem carne.
Quanto aos peixes, bom, eles vivem na água. A água, hoje em dia, não está lá limpa. Os que vivem mais no fundo, os mais ao topo da cadeia alimentar estão mais contaminados.
E, se buscar por aí, você vai encontrar artigos que dizem que a carne é necessária, que somos seres onívoros e precisamos comer de tudo.... bla bla bla. Cabe a cada um decidir o que acredita que seja melhor.

Também tem o problema com os animais em si.
EU (eu, eu eu) não acho justo que um animal seja criado sem poder se mover, sem poder andar, sem poder deitar, sem poder virar a cabeça, sem sentir o vento, a luz do sol, sem contato com a mãe ao nascer, sem ser amamentado (no caso dos mamíferos, claro), porque a carne fica mais gostosa, porque assim se produz mais, enfim. Não acho justo uma galinha ser trancada em uma gaiola junto com tantas outras galinhas que elas não conseguem nem encostar os pés no fundo da gaiola. E que, de tão estressadas que ficam, elas comecem a se bicar e se machucar. E que seus bicos e garras sejam arrancados para preservar a carne. Também não acho justo um bezerro ser alimentado com sangue bovino e restos de leite para que nós tenhamos o leite (DE VACA) em casa. E não acho justo um porco ser criado em um cercado mínimo, até ficar tão gordo que não aguenta ficar em pé. Um bicho tão inteligente como os porcos são.
Claro que, animais criados nessas condições não ficam bem. Eles ficam estressados, liberam hormônios ruins, ficam doentes e a gente come isso tudo. Claro, isso não pode fazer bem.
Os peixes, apesar de não gritarem nem chorarem, também sofrem. Eles morrem asfixiados. Muitas vezes, em alguns lugares ou em restaurantes chiques, são preparados vivos para que cheguem super frescos à mesa. E vão sendo comidos enquanto ainda tentam sobreviver.

E, por último, o problema ambiental da carne.
Animais criados soltos, livres e sem remédios, não, porque eles sempre existiram, né? Mas os animais criados em cativeiro, de maneira precária, sem higiene, sem saúde, esses são grandes grandes grandes ameaças ao planeta! Na verdade, não eles, mas quem cria e quem consome, han. Os bichos são vítimas.
Para começar, precisa criar muitos bichos em pouco espaço. Se tinha um espaço x, é nesse espaço. Se não tinha, vamos derrubar floresta para botar os bichos lá, né!
Como os bichos podem acabar brigando, eles cercam um por um, separados em espaços mínimos, ou colocam tantos no mesmo espaço que eles não conseguem nem machucar uns aos outros.
Os animais não conseguem se mexer, ficam estressados e começam a se machucar (se morder, bater a cabeça na parede, essas coisas). Primeiro, para evitar infecções, tacam antibióticos (e antibióticos demais acabam criando vírus e bactérias cada vez mais fortes, diferentes, mutantes. Vide as gripes aviárias e suínas). Depois eles cortam as garras, os bicos, enfim. Fazem o que podem para que os animais não se machuquem.
Para que os bichos cresçam logo, vai hormônio. Sintético.
E, claro, os bichos têm suas necessidades: eles urinam, defecam, ruminam, soltam gazes. E nisso, eles liberam os antibióticos, os hormônios, os gases do efeito estufa, tudo por aí. E isso fica poluindo solo, água, ar....
Além de usar muita, muita água, porque os bichos bebem água (claro) e precisam ser lavados (e ter seus ambientes levemente lavados, porque eles jogam água, não lavam, né?).
E os animais precisam ser abatidos, depenados/depelados, cortados, transportados, embalados, etiquetados, cortados, temperados, grelhados, assados, fritos..... E nisso vai combustível, plástico, mais lixo (os restos dos animais, por exemplo), gás, óleo, sei lá mais o quê. E isso não é barato.
Esse gráfico da SVB é bonitinho. Não tenho certeza se os dados são 100% certos, mas só indo pela lógica, a gente vê que o custo não é, nem de longe, baixo.


A pesca também não é inócua! Alguns peixes, como o salmão e o atum (famosos pelos sashimis e sushis, han?) estão em extinção. A gente destrói toda uma cadeia alimentar equilibrada, o mar fica descompassado. Fora o cação, que é o tubarão, em extinção, sim, e que só é pescado pela barbatana. Muitas vezes se tira a barbatana do bicho e joga ele de volta vivo no mar, para ele afundar e morrer lentamente, já que ele não consegue nadar sem a barbatana. Além de cruel, é poluente.

Então, EU (eu, eu eu - Ana B, desculpe pelo plágio, hehehe) acho que nós PODEMOS comer de tudo: não precisamos. Se for para comer carne, que comamos uma carne boa: orgânica, de criação livre. Se for para comer outra carne, melhor ficar sem.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Xampús, condicionadores, sabonetes, pastas de dentes....

A Ana Thomas escreveu esse post sobre eles.

Ela conta a experiência dela com o desuso desses produtos: ela trocou esses produtos por coisas naturais de verdade.

Por exemplo, ela trocou o xampú por uma solução de água com bicarbonato de sódio. E o condicionador, por uma de água com vinagre.

Eu já fazia um pouco: sabonete praticamente não uso. De verdade. Uso uma esponja e água. Desodorante, nunca usei. Ainda uso hidratante, mas estou procurando alternativas que não sejam muito melequentas e oleosas.
Outra coisa: estou há duas semanas sem pasta de dentes. Escovo só com água, mesmo. No começo, usava bicarbonato de sódio direto, mas descobri que não precisa. Uma vez a cada 3, 4 dias eu escovo com bicarbonato de sódio e no resto, só com água. Ninguém notou a diferença. E olha que o pessoal aqui de casa é chato com bafo. hauhaua.

E essa semana tentei usar o bicarbonato para lavar a cabeça. No terceiro dia, meu cabelo estava tão duro e oleoso que não tive opção: xampú. Mas eu não desisti. Vou tentar novamente. heheh. E procurar alternativas, afinal, eu tenho cabelos oleosos, mesmo.

Para completar, Sonia Hirsh fez esse e esse post sobre um emplastro de inhame para a pele. Eu vou testar, sem dúvida. Depois conto como foi.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Depois de uma semana de "folga"....

Vou publicar os links da semana passada.
Semana retrasada não vi nada, desculpem. hehe.

No Mamãe Passou Açúcar em Mim, esse post sobre as lâmpadas ecológicas e o efeito na saúde. Vamos usar, claro, mas vamos mantê-las a, pelo menos, 30 cm de distância de nós.

No Ecoblogs, essa lanterna movida a força mecânica! Linda!!!! Eu preciso.... OK, não preciso. Mas que quebra um galho, quebra, hein? Nada pior que descobrir que a pilha da sua lanterna acabou na hora em que você mais precisa....

E no Futuro do Presente, a história da água engarrafada. Você toma? Melhor parar....
OK, se não quer parar, pelo menos veja o vídeo. Aqui embaixo.


sábado, 27 de março de 2010

Slings e seus perigos...

Saiu uma notícia de recall de "slings" nos EUA e no Canadá e isso está sendo um verdadeiro bafafá.

Eu sou fã dos slings e NUNCA, em meus seis anos de uso, tive algum tipo de problema. Os meus são todos da BabySlings. O mais novo tem 5 anos e continua intacto.

Para começar, existe recall para tudo. Até carro, né?
Antes de comprar um sling, precisa ver se ele é bom. Pesquise na internet se há reclamações (Google é uma santa ajuda), encha o vendedor de perguntas sobre a segurança da argola, das costuras, do tecido. Se puder, veja um. Se não puder ver, só compre se tiver referências positivas.

Antes de usar, veja sempre se a argola está boa, se as costuras estão firmes, se o tecido não está rasgando. (eu não faço todas as vezes, mas faço de vez em quando)

E olhe o seu bebê. Sinta. Afinal, baby wearing é vestir o bebê para ter o máximo de contato possível.

No blog do Sling Seguro, tem esse ótimo post com todas as informações possíveis.

Agora, sobre o recall... O negócio não é exatamente um sling. É um baby bag. Uma bolsa, onde se coloca o bebê. São coisas diferentes, com riscos e bebefícios diferentes. Provavelmente, é mais fácil de colocar o bebê. Mas mais arriscado.
Então, para quem tem seu sling e um bebê pequeno, leia o post do Sling Seguro, use um sling de verdade e sinta seu bebê.
Quando a gente ouve o que a gente sente, a gente vê coisas que, em geral, passam batidas.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Na semana passada....

Essa semana, escrevi no Pistache sobre a dúvida que existe na escolha entre roupas de fibras naturais que não duram muito e roupas sintéticas feitas para durar bastante.

E os links da semana:
- No Materna Japão, a Rosana postou o vídeo que passou no Mais Você sobre parto natural na água e escreveu sobre ele.

- No Crianças na Cozinha, a Pat escreveu esse post sobre intestino preso e o que ela fez para acabar com esse problema SEM remédios e aqui sobre os sucos de caixinha.

- No Ecoblogs, uma ideia genial!!! Um porta casacos/bolsas feito com caixas de suco. haha. OK, para quem consome os sucos/leites de caixinha.

- Ainda no Ecoblogs, esse post sobre o tráfego de automóveis em reservas ecológicas e como eles estão piorando a situação das tartarugas marinhas.

- Do Faça sua Parte, um post sobre os Tubarões no Ano da Biodiversidade. Você come cação? Pois saiba que, com isso, você está acabando com os oceanos. E que, sem o mar, não tem oxigênio, não tem futuro para nós. Recomendo fortemente que vejam o vídeo.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Futuro do presente


A loja virtual Futuro do Presente é uma das minhas prediletas. E por várias razões: o material é de reciclado (malha PET pós consumo e resíduos fabris), as camisetas são inteligentes, as ecobags são lindas, as malinhas infantis são a coisa mais linda.... Quer dizer, são ecológicas, econômicas (barato de verdade), BONITAS e inteligentes.

E melhor: não contente, a Ana Cláudia começou a usar os retalhos para fazer embalagens para presente que são lindas, de tecido (e, portanto, reutilizáveis quase infinitamente) e muito, muito ecológicas.

Eu sou fã!


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Semana atribulada.... e links para compensar.

Muita coisa, que só quem é mãe de filho em escola japonesa entende. hauhauha.
Foram reuniões, lista de materiais, locais de encontro, próximas reuniões marcadas, filha que quer fazer ballet e NENHUMA escola por perto... Além de passagem pela Imigração, futuro a ser resolvido, e enfim.

Agora que, aparentemente, meu mundo voltou ao normal, creio que consigo voltar às postagens.

Mas como não escrevi NADA, hehe, vou deixar alguns links interessantes que vi semana passada:
- No Care2, uma lista com os 10 lugares mais poluídos do mundo. E alguns aí pertinho do Brasil.

- No O Futuro do Presente, um post super bem escrito sobre responsabilidade socio ambiental na hora de comprar roupas.

- Essa, recebida pelo Twitter, fala sobre a reciclagem da carcaça do coco. Adoro idéias inteligentes, ecológicas e com futuro!

- Aqui, para São Paulo, pesquisa com os dias e horários de coleta dos materiais recicláveis pela prefeitura!

- Um vídeo que mostra uma máquina que faz papel higiênico usando papéis sulfite usados. ADOREI! Quero uma! huahauahuahaua.

- Um post no Faça sua Parte sobre o usar racional dos carros.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nossos filhos nos acusarão

Recebi por e-mail o trailler desse filme. Chama "Nos enfants nous accuseront", e fala sobre a ligação de doenças como câncer e infertilidade com os agrotóxicos.

Infelizmente, esse tipo de filme não ganha as telas dos cinemas. Mas, segundo a Karen, se bastante gente der uma olhada, ele pode ir.

É falado em francês, com legendas em inglês, mas se você puder só ver e divulgar, mesmo sem entender muito, haha, ele pode chegar aos cinemas e ganhar legendas em português.


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