E por aqui....

Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.

Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!
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terça-feira, 11 de maio de 2010

Sobre fraldas...

Estou em uma lista de discussão que fala sobre as fraldas de pano.
As meninas lá estavam comprando muita fralda, muita, mesmo. E 90% das compras conjuntas eram importadas.
E isso me fazia ficar com uma coceirinha na mão para falar, mas sempre fui deixando para depois, e depois... e não o fiz até agora.

A verdade é que meus meninos usaram fralda de pano. O João começou com mais de um ano e meio (e usou até os quase 3) e o Zé desde recém nascido. Como eu engravidei na Espanha e lá as fraldas de pano são super high tech, de material orgânico, local, PUL super respirável, enfim..... não tive nenhuma reclamação. Nunca. A variedade era enorme, tanto de modelos, quanto materiais, lojas, fábricas, botões, velcros, pins, .....

No Brasil, verdade seja dita, eu não conhecia ninguém que tivesse usado. Eu não usei fralda de pano. Minha irmã também não. Minhas primas, meus sobrinhos, meus afilhados, os filhos dos amigos, filhos dos conhecidos dos conhecidos dos conhecidos....
Ninguém. Por ter essa demanda baixa, acho normal, normal que a indústria brasileira esteja só começando. Normal que não exista a diversidade que existe lá fora. E que a qualidade não seja a mesma.

Que eu saiba, são 3 produtoras: a Baby Slings, a Mamãe Natureza e a Lilith. Se tiver mais alguma, deixe nos comentários ou no meu e-mail que a gente aumenta a lista.
As 3 têm propostas super boas, inteligentes e conscientes, mas eu nunca testei nenhuma delas.

Conheço mães (e bebês, claro) que se adaptaram lindamente a uma ou a outra delas, às vezes a todas. E também conheço mães que não se adaptaram por motivos variados, mas que tentaram e tentaram e tentaram.

Elas disseram várias coisas sobre as fraldas nacionais e importadas, com as quais eu concordo:
-Comprar nacionais é mais ecológico e melhor para nós. Assim, a nossa indústria tem a chance de crescer e se desenvolver. Algum dia, eu tenho certeza, ela chega à qualidade das fraldas de fora;
-Comprar só o número necessário também é o ideal. Ter mais do que se usa não é ecológico e nem econômico;
-Procurar fraldas usadas é o que há! É mais ecológico, mais econômico e você ainda conhece quem usa/já usou;
-Procurar na indústria nacional alguma opção é ideal, mas não é a única opção. Não se adaptou com a marca 1, tenta com a 2. Não gostou da 2, tenta a 3.... Se não se adaptar a nenhuma, antes de voltar às descartáveis, ainda é desejável comprar importada! E eu acho difícil não se adaptar à uma das milhares de marcas que existem pelo mundo afora;
-E, sem dúvida nenhuma, usar fralda que machuca o bebê pela ecologia não é legal. Eu não usaria nada que machucasse algum dos meus filhos, mesmo que fosse a única coisa que eu pudesse fazer pelo planeta, pelo bem da humanidade ou o que quer que seja. Precisa ser bom para nós, para eles e para o resto do mundo, né? Só não vale generalizar! Não é porque não foi boa para seu primeiro filho que não vai ser para o segundo. Cada criança é uma, cada corpo é um e cada fralda cai de um jeito em cada criança.

Só mais um adendo: se não funcionar, se não gostar, não jogue no lixo ou deixe guardada! Doe, venda, empreste! Vai servir para alguém, com certeza!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Por aí....

O blog O Futuro do Presente colocou no ar esse post com propagandas da WWF. Todas dizem o que querem dizer sem precisar de palavras, mas algumas são meio..... hummm, "over". Eu achei, hehe.

Também, no mesmo blog, a terceira parte da série sobre o consumo infantil, que eu estou adorando!

E esse, que explica como são feitas as malhas PET!

Vale a pena dar um pulinho por lá!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Comida: com ou sem carne?

OK, vou começar confessando: em casa, se come carne.
Eu não como, quando tenho escolha. Se vamos comer fora, por exemplo, e não tem nenhuma opção vegetariana, eu como carne.
Meus filhos comem normalmente na escola, em restaurantes ou quando minha mãe cozinha. E meus pais são carnívoros impossíveis de corrigir.

Nem ia mais escrever sobre a carne, porque se eu não consigo mostrar nem para os meus pais os problemas disso, imaginem para quem nem me conhece?
Mas enfim, vou escrever. hehe.

A carne comum traz alguns problemas para quem come, porque os bichos levam hormônios, antibióticos, comem só porcaria.... E quem come a carne deles, come tudo isso junto.
Existem artigos dizendo que a carne (seja ela orgânica, caipira ou convencional) causa várias doenças. Você pode procurar por aí ou começar por aqui. Obviamente, como é um site pró vegetarianismo, os artigos são todos com o objetivo de demonstrar o bom de viver sem carne.
Quanto aos peixes, bom, eles vivem na água. A água, hoje em dia, não está lá limpa. Os que vivem mais no fundo, os mais ao topo da cadeia alimentar estão mais contaminados.
E, se buscar por aí, você vai encontrar artigos que dizem que a carne é necessária, que somos seres onívoros e precisamos comer de tudo.... bla bla bla. Cabe a cada um decidir o que acredita que seja melhor.

Também tem o problema com os animais em si.
EU (eu, eu eu) não acho justo que um animal seja criado sem poder se mover, sem poder andar, sem poder deitar, sem poder virar a cabeça, sem sentir o vento, a luz do sol, sem contato com a mãe ao nascer, sem ser amamentado (no caso dos mamíferos, claro), porque a carne fica mais gostosa, porque assim se produz mais, enfim. Não acho justo uma galinha ser trancada em uma gaiola junto com tantas outras galinhas que elas não conseguem nem encostar os pés no fundo da gaiola. E que, de tão estressadas que ficam, elas comecem a se bicar e se machucar. E que seus bicos e garras sejam arrancados para preservar a carne. Também não acho justo um bezerro ser alimentado com sangue bovino e restos de leite para que nós tenhamos o leite (DE VACA) em casa. E não acho justo um porco ser criado em um cercado mínimo, até ficar tão gordo que não aguenta ficar em pé. Um bicho tão inteligente como os porcos são.
Claro que, animais criados nessas condições não ficam bem. Eles ficam estressados, liberam hormônios ruins, ficam doentes e a gente come isso tudo. Claro, isso não pode fazer bem.
Os peixes, apesar de não gritarem nem chorarem, também sofrem. Eles morrem asfixiados. Muitas vezes, em alguns lugares ou em restaurantes chiques, são preparados vivos para que cheguem super frescos à mesa. E vão sendo comidos enquanto ainda tentam sobreviver.

E, por último, o problema ambiental da carne.
Animais criados soltos, livres e sem remédios, não, porque eles sempre existiram, né? Mas os animais criados em cativeiro, de maneira precária, sem higiene, sem saúde, esses são grandes grandes grandes ameaças ao planeta! Na verdade, não eles, mas quem cria e quem consome, han. Os bichos são vítimas.
Para começar, precisa criar muitos bichos em pouco espaço. Se tinha um espaço x, é nesse espaço. Se não tinha, vamos derrubar floresta para botar os bichos lá, né!
Como os bichos podem acabar brigando, eles cercam um por um, separados em espaços mínimos, ou colocam tantos no mesmo espaço que eles não conseguem nem machucar uns aos outros.
Os animais não conseguem se mexer, ficam estressados e começam a se machucar (se morder, bater a cabeça na parede, essas coisas). Primeiro, para evitar infecções, tacam antibióticos (e antibióticos demais acabam criando vírus e bactérias cada vez mais fortes, diferentes, mutantes. Vide as gripes aviárias e suínas). Depois eles cortam as garras, os bicos, enfim. Fazem o que podem para que os animais não se machuquem.
Para que os bichos cresçam logo, vai hormônio. Sintético.
E, claro, os bichos têm suas necessidades: eles urinam, defecam, ruminam, soltam gazes. E nisso, eles liberam os antibióticos, os hormônios, os gases do efeito estufa, tudo por aí. E isso fica poluindo solo, água, ar....
Além de usar muita, muita água, porque os bichos bebem água (claro) e precisam ser lavados (e ter seus ambientes levemente lavados, porque eles jogam água, não lavam, né?).
E os animais precisam ser abatidos, depenados/depelados, cortados, transportados, embalados, etiquetados, cortados, temperados, grelhados, assados, fritos..... E nisso vai combustível, plástico, mais lixo (os restos dos animais, por exemplo), gás, óleo, sei lá mais o quê. E isso não é barato.
Esse gráfico da SVB é bonitinho. Não tenho certeza se os dados são 100% certos, mas só indo pela lógica, a gente vê que o custo não é, nem de longe, baixo.


A pesca também não é inócua! Alguns peixes, como o salmão e o atum (famosos pelos sashimis e sushis, han?) estão em extinção. A gente destrói toda uma cadeia alimentar equilibrada, o mar fica descompassado. Fora o cação, que é o tubarão, em extinção, sim, e que só é pescado pela barbatana. Muitas vezes se tira a barbatana do bicho e joga ele de volta vivo no mar, para ele afundar e morrer lentamente, já que ele não consegue nadar sem a barbatana. Além de cruel, é poluente.

Então, EU (eu, eu eu - Ana B, desculpe pelo plágio, hehehe) acho que nós PODEMOS comer de tudo: não precisamos. Se for para comer carne, que comamos uma carne boa: orgânica, de criação livre. Se for para comer outra carne, melhor ficar sem.


sábado, 1 de maio de 2010

Ah, cansei!

Mas não vou parar. huahauah

Desculpem, mas ando cansada, sem tempo e sem paciência de procurar novidades para postar.

Então, decidi que vou fazer uma recapitulação do que eu já escrevi lá no Vida Verde original. Não vou copiar e colar, mas vou fazer um resumão dos assuntos sobre os quais eu já escrevi, só para pegar de volta o hábito de escrever.

Quem já acompanhava o outro blog e quiser, pode me falar quais assuntos acham mais importantes para eu começar? Quem não acompanhava e tal, mas quer sugerir, também, fique à vontade.

E vamos nessa!


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