E por aqui....

Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.

Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Ser vegetariano/vegan

E já começo dizendo que eu não sou.

Eu (como todos aqui de casa) como pouca carne. Se puder, fico sem.
Mas descobri que as minhas crianças, que não gostam de abóbora e beterraba, por exemplo, comem um pratão de sopa de abóbora e beterraba se eu colocar um pouco de bacon free range.

Também detesto que eles não podem comer nos restaurantes preferidos porque eu não como carne.
Daí abri mão e como, sim, de vez em quando.

Voltando ao assunto, eu acompanhava muitos blogs de culinária vegetariana/vegan, para ter ideias de comidas gostosas que não fossem refogados ou cozidos ou purês (porque meu repertório é enorme), só que comecei a achar difícil seguir.
Se não tinha proteína de soja, era "bife" de alguma coisa, "hambúrger" de sei lá o quê, "mortadela" disso, "salame" daquilo... sabe? Tudo fingindo que é carne.
Ecou!
Pera lá, eu procuro receita vegetariana, mas quero que ela pareça carne? Quem eu estou querendo enganar?

Se eu não quero carne porque ela faz mal (pra saúde, pro bicho, pro planeta, o que você quiser), por que eu iria querer uma coisa que se pareça com ela?
Eu não substituo. Se vou fazer uma comida vegetariana, ela é vegetariana: legumes de forno, sopas, refogados, cozidos, saladas. Tudo com cara de vegetal. E ponto.
Agora, se vou fazer carne, então faço, mesmo, e com cara de carne, também. ha ha ha....
Mas eu só como se for bicho criado solto. E, de preferência, orgânico.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Comida: com ou sem carne?

OK, vou começar confessando: em casa, se come carne.
Eu não como, quando tenho escolha. Se vamos comer fora, por exemplo, e não tem nenhuma opção vegetariana, eu como carne.
Meus filhos comem normalmente na escola, em restaurantes ou quando minha mãe cozinha. E meus pais são carnívoros impossíveis de corrigir.

Nem ia mais escrever sobre a carne, porque se eu não consigo mostrar nem para os meus pais os problemas disso, imaginem para quem nem me conhece?
Mas enfim, vou escrever. hehe.

A carne comum traz alguns problemas para quem come, porque os bichos levam hormônios, antibióticos, comem só porcaria.... E quem come a carne deles, come tudo isso junto.
Existem artigos dizendo que a carne (seja ela orgânica, caipira ou convencional) causa várias doenças. Você pode procurar por aí ou começar por aqui. Obviamente, como é um site pró vegetarianismo, os artigos são todos com o objetivo de demonstrar o bom de viver sem carne.
Quanto aos peixes, bom, eles vivem na água. A água, hoje em dia, não está lá limpa. Os que vivem mais no fundo, os mais ao topo da cadeia alimentar estão mais contaminados.
E, se buscar por aí, você vai encontrar artigos que dizem que a carne é necessária, que somos seres onívoros e precisamos comer de tudo.... bla bla bla. Cabe a cada um decidir o que acredita que seja melhor.

Também tem o problema com os animais em si.
EU (eu, eu eu) não acho justo que um animal seja criado sem poder se mover, sem poder andar, sem poder deitar, sem poder virar a cabeça, sem sentir o vento, a luz do sol, sem contato com a mãe ao nascer, sem ser amamentado (no caso dos mamíferos, claro), porque a carne fica mais gostosa, porque assim se produz mais, enfim. Não acho justo uma galinha ser trancada em uma gaiola junto com tantas outras galinhas que elas não conseguem nem encostar os pés no fundo da gaiola. E que, de tão estressadas que ficam, elas comecem a se bicar e se machucar. E que seus bicos e garras sejam arrancados para preservar a carne. Também não acho justo um bezerro ser alimentado com sangue bovino e restos de leite para que nós tenhamos o leite (DE VACA) em casa. E não acho justo um porco ser criado em um cercado mínimo, até ficar tão gordo que não aguenta ficar em pé. Um bicho tão inteligente como os porcos são.
Claro que, animais criados nessas condições não ficam bem. Eles ficam estressados, liberam hormônios ruins, ficam doentes e a gente come isso tudo. Claro, isso não pode fazer bem.
Os peixes, apesar de não gritarem nem chorarem, também sofrem. Eles morrem asfixiados. Muitas vezes, em alguns lugares ou em restaurantes chiques, são preparados vivos para que cheguem super frescos à mesa. E vão sendo comidos enquanto ainda tentam sobreviver.

E, por último, o problema ambiental da carne.
Animais criados soltos, livres e sem remédios, não, porque eles sempre existiram, né? Mas os animais criados em cativeiro, de maneira precária, sem higiene, sem saúde, esses são grandes grandes grandes ameaças ao planeta! Na verdade, não eles, mas quem cria e quem consome, han. Os bichos são vítimas.
Para começar, precisa criar muitos bichos em pouco espaço. Se tinha um espaço x, é nesse espaço. Se não tinha, vamos derrubar floresta para botar os bichos lá, né!
Como os bichos podem acabar brigando, eles cercam um por um, separados em espaços mínimos, ou colocam tantos no mesmo espaço que eles não conseguem nem machucar uns aos outros.
Os animais não conseguem se mexer, ficam estressados e começam a se machucar (se morder, bater a cabeça na parede, essas coisas). Primeiro, para evitar infecções, tacam antibióticos (e antibióticos demais acabam criando vírus e bactérias cada vez mais fortes, diferentes, mutantes. Vide as gripes aviárias e suínas). Depois eles cortam as garras, os bicos, enfim. Fazem o que podem para que os animais não se machuquem.
Para que os bichos cresçam logo, vai hormônio. Sintético.
E, claro, os bichos têm suas necessidades: eles urinam, defecam, ruminam, soltam gazes. E nisso, eles liberam os antibióticos, os hormônios, os gases do efeito estufa, tudo por aí. E isso fica poluindo solo, água, ar....
Além de usar muita, muita água, porque os bichos bebem água (claro) e precisam ser lavados (e ter seus ambientes levemente lavados, porque eles jogam água, não lavam, né?).
E os animais precisam ser abatidos, depenados/depelados, cortados, transportados, embalados, etiquetados, cortados, temperados, grelhados, assados, fritos..... E nisso vai combustível, plástico, mais lixo (os restos dos animais, por exemplo), gás, óleo, sei lá mais o quê. E isso não é barato.
Esse gráfico da SVB é bonitinho. Não tenho certeza se os dados são 100% certos, mas só indo pela lógica, a gente vê que o custo não é, nem de longe, baixo.


A pesca também não é inócua! Alguns peixes, como o salmão e o atum (famosos pelos sashimis e sushis, han?) estão em extinção. A gente destrói toda uma cadeia alimentar equilibrada, o mar fica descompassado. Fora o cação, que é o tubarão, em extinção, sim, e que só é pescado pela barbatana. Muitas vezes se tira a barbatana do bicho e joga ele de volta vivo no mar, para ele afundar e morrer lentamente, já que ele não consegue nadar sem a barbatana. Além de cruel, é poluente.

Então, EU (eu, eu eu - Ana B, desculpe pelo plágio, hehehe) acho que nós PODEMOS comer de tudo: não precisamos. Se for para comer carne, que comamos uma carne boa: orgânica, de criação livre. Se for para comer outra carne, melhor ficar sem.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Na semana passada....

Essa semana, escrevi no Pistache sobre a dúvida que existe na escolha entre roupas de fibras naturais que não duram muito e roupas sintéticas feitas para durar bastante.

E os links da semana:
- No Materna Japão, a Rosana postou o vídeo que passou no Mais Você sobre parto natural na água e escreveu sobre ele.

- No Crianças na Cozinha, a Pat escreveu esse post sobre intestino preso e o que ela fez para acabar com esse problema SEM remédios e aqui sobre os sucos de caixinha.

- No Ecoblogs, uma ideia genial!!! Um porta casacos/bolsas feito com caixas de suco. haha. OK, para quem consome os sucos/leites de caixinha.

- Ainda no Ecoblogs, esse post sobre o tráfego de automóveis em reservas ecológicas e como eles estão piorando a situação das tartarugas marinhas.

- Do Faça sua Parte, um post sobre os Tubarões no Ano da Biodiversidade. Você come cação? Pois saiba que, com isso, você está acabando com os oceanos. E que, sem o mar, não tem oxigênio, não tem futuro para nós. Recomendo fortemente que vejam o vídeo.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Grávida e vegetariana


Por Fulvia Andrade

Que algumas pessoas ainda tem preconceito contra os vegetarianos, todos sabem. Mas, ao saber que a moça vegetariana está grávida, aí sim, prepare os ouvidos para ouvir muita coisa absurda. Criança vegetariana então, nem se fala!!! Mas, vamos falar primeiro das grávidas. E da minha experiência.

Desde que me tornei vegetariana, já estava claro em minha mente que eu não mais comeria carne, nem mesmo na gravidez e amamentação.. E os filhos, consequentemente, seriam vegetarianos.

Assim que descobri que estava grávida, comecei a pensar: "se a médica falar besteira da dieta, nem perco meu tempo, procuro outros médicos, tem tantos por aí mesmo". Mas ela até me disse que é a melhor dieta para as gestantes, porque nutre muito bem o feto, evita o famoso intestino preso e, por ser uma alimentação mais leve e saudável, nós, gestantes, temos menos problemas com os enjoos (não que eles não existam, claro, mas eu não os tive mesmo), pressão alta e, se não abusar dos doces e refrigerantes (como algumas pessoas, sejam vegetarianas ou não, abusam), diabetes gestacional.

Mas isso não significa que eu não tive que tomar as vitaminas recomendadas, além da B12: ácido fólico e ferro. Fora isso, ter uma alimentação bem balanceada mesmo. Meu maior aliado neste quesito foi (e continua sendo) a feira que vou semanalmente, comprar minhas vitaminas em forma de frutas, verduras e legumes fresquinhos.

Outra vantagem que os vegetarianos tem é o fato de se preocuparem em ler mais sobre nutrição, aprender sobre as melhores combinações para potencializar a absorção de determinados nutrientes, quais combinações evitar, além de experimentar muito na cozinha, usar temperos naturais, abusar de sucos e frutas. Com isso, a alimentação fica muito mais balanceada e nutritiva que a alimentação onívora que, quando saudável, é composta de arroz, feijão, carne e salada de alface.

Algumas pessoas ficavam preocupadas com o fato de eu não comer carne de nenhum tipo, estar grávida e nem cogitar comer pelo menos um peixinho... Mas minha melhor resposta era, e continua sendo, a minha saúde. Claro que sempre tinha alguém que começava a falar muitas asneiras, a pior foi: se a grávida não comer carne nenhuma, o bebê nasce sem cérebro. O que eu respondi? Que isso era besteira e coisa de programa sensacionalista... depois, começaram a me deixar em paz.

Os cuidados que eu tinha com minha alimentação perduram até hoje: comer muitas verduras cruas, verduras cozidas no vapor, vegetais verdes-escuros (ricos em cálcio e ferro), leguminosas (ricas em cálcio e ferro também), cereais, grãos, sementes, oleaginosas, legumes, raízes, tubérculos, frutas (naturais ou em forma de sucos); sempre combinar alimentos ricos em ferro com aqueles ricos em vitamina C, para melhorar a absorção do ferro e evitar os laticínios depois de uma refeição rica em ferro, porque isso inibe a absorção dos dois nutrientes; fazer 5 a 6 refeições diárias, sendo as mais importantes o café da manhã e o almoço (o correto é se alimentar a cada 3 horas, com pequenos lanches entre as refeições, hora certa, sem beliscar o dia todo); beber muito líquido (de 2 a 3 litros por dia). Claro que algumas vezes escapo e como pizza, lanche... mas não é sempre e nem todos os dias. Uma coisa posso garantir: nossa alimentação mudou pra melhor depois que viramos vegetarianos. E eu fui uma grávida muito saudável, com todos os exames perfeitinhos (até a médica comentou que uma moça que ia lá estava com uma anemia séria, e comia carne todos os dias).

A barriga foi crescendo, a Letícia também foi crescendo, segui com meus exercícios (hidroginástica) e me alimentando bem. A única coisa que me arrependo foi de não ter feito acompanhamento com um nutricionista especializado em vegetarianismo, só o que fiz foi pesquisar, pesquisar e pesquisar um pouco mais, por conta própria. No meu caso, deu tudo mais do que certo, mas o que recomendo é fazer mesmo um acompanhamento. A Letícia faz e é muito saudável, obrigada.

Na foto, Fulvia linda linda linda, Letícia na barriga e Suzie.


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