E por aqui....
Esse blog começou com o Vida Verde de Uma Família Colorida, que acabou.
Agora com uma nova abordagem, mais liberdade e os mesmos assuntos: maternidade, filhos, consciência, ecologia.
Ah, e claro, os mesmos motivos: pelo futuro dos meus filhos. E dos seus. E dos outros.
Eu sou a Thais, mãe da Melissa (7 anos), do João (5 anos) e do Zé (3 anos), casada com o Bhuda, morando na Nova Zelândia!
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sábado, 8 de janeiro de 2011
Um dia atrasado, mas ainda sim....
por thais
Cheguei aqui na Nova Zelândia e o marido me mostrou uma marca de produtos, a EcoStore.
Não fiquei impressionada, porque, né.... Tinha visto tantas marcas "eco" que nem dei bola. Mas como a gente precisava de um xampú, um sabonete, sabão em pó, etc etc, fui ver os ingredientes.
Assustei porque não tinha nada do que era... hum, nocivo.
Daí peguei outro xampú, da mesma marca. E o condicionador. O detergente. O hidratante, o sabão em pó, o desinfetante, e tudo o mais. Adivinha? Na-da!
Adorei! Comprei. E testei. Os cabelos ficam ótimos, diferente do que acontece com algumas marcas que se dizem eco. O sabonete é ótimo, apesar de eu usar só de vez em quando. E tudo o mais da marca é ótimo!
Claro que aqui também tem marcas "eco" falsas, e essas não entram aqui em casa, mas tem várias marcas realmente boas.
No Brasil, eu só usava nas crianças as coisas da Millebolleblu. E a pasta de dentes e alguns óleos e remédios da Weleda. De resto, eu comprava e usava o que não se dizia ecológico: melhor uma marca que não mente, né?
No Japão, como não tinha nada bom (e nada é na-da mesmo), eu ficava sem. Banho sem sabonete: uma boa esponja VEGETAL e um óleo (pode ser óleo de girassol, de gergelim, de lavanda, de qualquer coisa que não seja muito grudenta, tipo azeite de oliva) fazem o serviço. Pouco óleo, só para a esponja deslizar. Vinagre e bicarbonato no lugar do xampú e do condicionador, eu não consegui usar. Não rolou na minha cabeça, mas as crianças usavam. Óleo de coco pra hidratar o corpo e os cabelos.
EU acho que, se for pra ter uma coisa duvidosa, melhor não ter.
(mas eu usava, em mim, o xampú comum)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O boom verde
por thais
Se tem uma coisa que me irrita (além de moscas e pernilongos) é ver um produto que se diz ecológico, natural, orgânico, etc quando, na verdade, ele é tão "normal" quanto os outros.
Eu já me enganei e MUITO pensando que ajudava o planeta com as sacolas biodegradáveis, os xampús e condicionadores "naturais", os produtos alimentícios "orgânicos".
É um assunto complicado, porque é difícil mudar velhos conceitos. É difícil a gente trocar o cheirinho da pasta de dentes pelo sabor um tanto estranho do bicarbonato de sódio, ou só por água. É complicado parar para ler os ingredientes no mercado/farmácia/loja. É chato pra caramba ficar "googleando" por uma marca x ou y, ver o quanto elas são ou não confiáveis. É "arriscado" ir à praia de camiseta e chapéu nos horários recomendados e abrir mão do protetor solar.
Mesmo assim, é importante que a gente tenha em mente o que a gente quer, o que a gente aceita, o que a gente pensa e no que a gente confia. A gente precisa pesquisar e decidir por si. Nunca, nada do que a gente lê por aí é 100% certo. Cabe a nós decidir o quanto daquilo é aproveitável e quanto não é.
O que, para você, torna um produto ecológico, saudável e/ou natural? E, a pergunta que deve ser perguntada: quanto você está disposto a pagar por isso?
Fugi completamente do assunto. haha. Comecei pensando em falar de produtos de higiene e olha no que deu....
Amanhã, então, falo sobre dos produtos de higiene pessoal que eu gosto e confio.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Batata Doce de Forno com Limão
por thais
Vocês pediram, eu posto a receita.
- entre 1 e 1 quilo e meio de batatas doces
- alguns dentes de alho
- manteiga em temperatura ambiente.
- sal e pimenta
- 2 limões
- uma colher de açúcar (eu sempre uso um açúcar menos refinado, tipo mascavo)
Cortar as batatas em cubos e cozinhar em água, com os alhos (ainda com as cascas).
Preaquecer o forno a uns 220˚C.
Raspar as cascas dos limões (só a parte colorida. A parte branca, no no) e colocar em uma asadeira. Colocar também o suco dos limões, sem sementes. Juntar o açúcar, a manteiga, o sal e a pimenta e misturar.
Quando a batata ficar macia, mas não molenga, escorrer bem. Juntar na assadeira, misturar bem e levar ao forno.
Deixar por uns 10 ou 15 minutos. Retirar, mexer bem e voltar ao forno.
Em mais uns 10 ou 15 minutos, deve estar douradinho e crocante.
Só servir!
(só não tenho fotos. Se vier, na cesta dessa semana, eu faço de novo e posto.)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Crianças e o Consumo
por thais
Quem nunca saiu por aí com os filhos (ou com sobrinhos, amigos dos filhos, filhos dos amigos...) e recebeu pedidos, súplicas e choros por causa de um brinquedo, um doce, uma revistinha......?
E quem nunca presenciou uma criança choramingando ou dando um showzinho porque queria alguma coisa?
É muito comum, hoje em dia, ver crianças querendo tudo e pais comprando. "Só um brinquedinho/docinho".
Hoje em dia, difícil é não comprar.
Com crianças pequenas, a situação é complicada, porque eles não entendem. Eles não entendem porque pode-se comprar alface e não um pacote de M&M's. Ou a gente não faz compras com eles, ou aceita que vai ter choro.
Com o tempo, muita paciência e muita conversa, a gente vai fazendo os pequenos entenderem que a gente só compra o "necessário". Fazer uma lista e comprar só o que está nela, mostrando para eles, é uma boa alternativa. Leva tempo, mas eles passam a entender.
Já com os maiores, há uma série de coisas que se possa fazer, desde combinar que x vezes por mês, a gente vai comprar um doce, mas que brinquedo é só em datas especiais, por exemplo.
Aqui em casa, a gente optou pela mesada quando os maiores começaram a pedir tudo o que os amiguinhos tinham. Damos uma quantia para cada um por cada ano vivido. Por exemplo, se seu filho tem 6 anos, 50 ienes x 6 anos = 300 ienes por semana ou por quinzena. Você pode aumentar ou diminuir o valor, de acordo com os gastos da família. Se você tem mais de um filho, você pode dar de acordo com a idade de cada um ou a mesma quantia para todos.
Agora vem a parte difícil: a gente precisa ensinar que eles só podem gastar até aquele valor. Aqui em casa, nós decidimos que comida, a gente paga. Se a gente vai comer fora, nós pagamos a comida. Se eles querem sorvete, o gasto é deles.
Roupa, quando eles PRECISAM, a gente paga. Se eles querem uma roupa nova porque viram na TV, ou porque o colega Y tem, eles pagam. Se não tem dinheiro, juntam e compram.
Brinquedo, a gente não compra. Eles juntam dinheiro e compram.
Livro, uma vez a cada 2 meses a gente paga. Mais que isso, eles compram.
A gente leva em parques de diversão, em cinema e tal, mas sempre em aniversários ou em dias combinados. Fora disso, eles precisam juntar dinheiro e pagar.
Também ensinei eles a guardar dinheiro fazendo uma caixinha para cada, onde eles guardavam uma parte da mesada. Eles recebiam e já colocavam uma moedinha na caixinha. Aos poucos, eles juntaram e bastante. O que era legal era ir com eles ao banco, deixar que eles entregassem o dinheiro ao caixa e recebessem a caderneta com o novo valor.
Claro que o dinheiro não dá para grande coisa, mas eles aprenderam direitinho e hoje, olham o preço de tudo antes de comprar.
Zé, que é o menor, ainda não entende e sempre gasta a mesada logo no primeiro dia. Aos poucos, eu acredito, ele vai acabar entendendo.
Uma coisa que é importante é saber onde e quando ceder e não ceder.
Se você está sem paciência, se a criança está cansada e com sono, nem entre na briga: ou você não vai em locais que tenham vendas ou você compra antes da briga.
Nunca nunca nunca compre porque a criança chorou, ou porque deu escândalo, ou porque pediu com cara de coitado, nada disso. Também nada de comprar porque você se sente culpado(a) por estar ausente, por ter gritado, brigado. Se desculpe, fique um tempo com eles, mas não dê coisas em troca.
Eu também não deixo sem mesada por castigo e não dou em troca de serviços prestados (arrumar a cama, por exemplo). Cada um tem que fazer uma coisa em casa. É um acordo, assim como a mesada. Eu não quebro a minha parte, para que eles não quebrem a deles. Se eles quebram um combinado, a gente dá um castigo, como ficar sem videogame por um tempo.
Ensinar a consumir direito é um dever nosso. Ensinar os filhos a cuidarem do dinheiro, das coisas, do mundo, também. Ensinar regras e condutas sociais, também.
Não existe jeito certo, muito menos garantido. Cada família precisa discutir, pensar e decidir pelo caminho que lhe parece melhor.
*Post escrito para o Materna Japão.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Orgânicos
por thais

Uma das coisas que mais me fez falta em todo o tempo que eu vivi no Japão foi a cesta de orgânicos. Pode falar o que quiser, mas orgânico é diferente.
Quando o Bhuda falou que encontrou uma empresa que entrega orgânicos, eu pirei! Dei festa e pedimos. Semana retrasada chegou a primeira e, gente, que coisa! Linda, farta, cheirosa e variada.
Comemos a semana e, nos últimos dois dias faltou uma coisa ou outra, mas comemos muito bem.
Vem umas coisas diferentes, às quais a gente não está acostumado, mas isso também é bom, porque a gente abre o leque do cardápio, experimenta coisas novas, é obrigado a comer coisas que a gente não comeria.
Ontem fizemos batata doce com limão de forno. Ficou uma delícia! Nunca tinha comido, nem pensado nessa combinação, mas ficou muito boa.
Hoje temos sopa de cebola. Nham....
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Minhas metas de ano novo...
por thais
OK, eu nunca consigo nem metade, mas não custa deixar registrado:
- comer menos industrializados;
- fazer caldo de legumes;
- cultivar ervas;
- usar menos o carro;
- não pegar nenhuma sacola de plástico!
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Obrigada a quem ainda vê esse blog abandonado....
domingo, 2 de janeiro de 2011
Pensando.....
por thais
Plagiando a minha querida Tathi, estou pensando em postar alguma coisa todos os dias, sobre alguma coisa que eu fiz/não fiz/vi/li/ouvi.
Também vou postar por aqui posts que eu escrever para outros blogs, como o Materna Japão.
Todos os dias, será que consigo? Alguém ainda lê isso?
Também vou postar por aqui posts que eu escrever para outros blogs, como o Materna Japão.
Todos os dias, será que consigo? Alguém ainda lê isso?
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